Alimentação

Alimentação PANC: comer mato e ervas daninhas é a nova febre natureba. Entenda os benefícios e entre nessa!



Já imaginou, ao limpar a horta, em vez de jogar fora as “plantas daninhas” você as usar para um delicioso lanche PANC? Para quem não sabe, ou não conhece, as chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) são aquelas que não são consumidas por falta de costume ou de conhecimento, mas que possuem caráter alimentício.

Nativas ou exóticas, muitas são consideradas apenas como “mato” e “invasoras”, brotando espontaneamente entre as plantas cultivadas ou em locais onde não “permitimos” que isso ocorra. Devido a isso, milhares de espécies com alto valor nutritivo são negligenciadas por grande parte da população e do poder público.


PANC se referem a partes das plantas (frutos, folhas, flores, rizomas, sementes, etc) que podem ser consumidas pelo homem, cruas e/ou após preparo culinário. Além disso, inclui partes não convencionais de plantas comuns, como por exemplos o uso das folhas de batata-doce e do mangará (coração) da bananeira na alimentação.

Outros exemplos de PANC são a capuchinha (flores e folhas), hibisco (flores e folhas), trevo (toda a parte aérea), serralhinha (folhas), Ora-pro-nobis (folhas), melão de São Caetano (frutos verdes e ramos jovens), picão-branco/fazendeira (folhas, ramos e flores), trapueraba (folhas e ramos jovens), urtiga mansa (ramos jovens) e pitaia/saborosa (pontas mais jovens dos caules), e também pratos refogados com as folhas da abóbora (também conhecido por ‘cambuquira’), da batata-doce (folhas) e do picão-preto (folhas e ramos jovens).

As PANC têm potencial para complementação alimentar, diversificação dos cardápios e dos nutrientes ingeridos e na diversificação das fontes de renda familiar, como a venda de partes das plantas ou de produtos processados (geleias, pães, farinha, etc) e através do turismo, rural ou gastronômico.

E aí? Tem coragem de encarar um cardápio PANC?

Fonte: Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais Kinupp e Harri Lorenzi.
Imagens: Reprodução/ coletivoverde
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