Anomalias e doenças

OMS recomenda que mulheres que vivem em áreas com surto de zika devem evitar engravidar



Evitar engravidar pode ser uma estratégia para suavizar os riscos de ocorrência de casos de microcefalia causada pelo zika vírus. Essa é a orientação do médico Jonas Schmidt-Chanasit, do Centro de Colaboração e Pesquisa para Arbovírus e Febre Hemorrágica da Organização Mundial de Saúde. “Essa é uma questão complicada porque há muitos fatores. (…) É uma decisão muito difícil dizer: ‘Você não pode ficar grávida’. Eu não quero dizer isso às mulheres. Elas precisam saber por si só, mas isso é o recomendado“, completa o médico.

É lógico que ter que dizer a uma mulher que ela não pode ficar grávida é algo complicado. Mas a verdade é que o médico alerta que seria “cuidadoso” em que as mulheres tenham esse cuidado, pois ainda se saber muito pouco sobre a relação zika X microcefalia e neste momento, o aconselhável é evitar engravidar para reduzir os riscos de ter um filho com circunferência da cabeça igual ou menor a 32 cm tinham a malformação, considerado hoje, como o novo parâmetro para apontar a microcefalia.


Os especialistas dizem que as gravidezes que acontecerem devem ser rigorosamente acompanhadas com exames de ultrassom no terceiro trimestre para garantir um diagnóstico o mais precoce possível. Mas também reconhecem que caso muitas mulheres optem por não engravidar, isso poderá ter impactos demográficos como a diminuição da população.

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Apesar de tanto cuidado dos especialistas, eles acrescentam que mesmo que uma mulher descubra estar infectada com o zika vírus no primeiro trimestre, isso não significa que o bebê desenvolverá microcefalia. Além disso, a microcefalia não é necessariamente causada apenas pela exposição ao zika vírus, pois não estaria claro o quanto outros agentes patogênicos contribuíram para a presente epidemia de más-formações. Pode ser que o citomegalovírus, que é um vírus de herpes, esteja agindo em conjunto com o zika. Ou ainda, pode ser um novo vírus que está emergindo e ainda não conhecemos.

Ainda não sabemos como o vírus passa pela placenta, ainda não sabemos a probabilidade de gerar uma má-formação. Só porque uma grávida tem o zika vírus não quer dizer que o bebê será microcéfalo“, assume o especialista da Organização Pan-Americana de Saúde Marco A. Espinal.

Fonte: saude.ig/bemestar  Imagens: Reprodução/imgsapp/imguol
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