Vigilância sanitária da China encontra carne em restaurante congelada desde 1970

Os profissionais que trabalharam na operação certamente quase vomitaram quando se viram diante de muita carne congelada, já em estado deplorável e fétida. Algumas datavam o congelamento no ano de 1970 e segundo informações, muitas dessas carnes eram, provavelmente de origem brasileira, de acordo com as autoridades.

O cheiro era horrível, eu quase vomitei quando abri a porta”, disse um oficial que trabalhou na operação. As autoridades chinesas têm buscado realizar ações ofensivas que objetivam combater a entrada e consumo de carnes ilegais no país. De acordo com informações, muitas dessas carnes chegaram à China transportadas em caminhões sem refrigeração e já na viagem a carne entrava em estado de putrefação, mas mesmo assim foram “recongeladas”.

Um órgão similar à vigilância sanitária, diz que há milhares de toneladas de carne que estão sendo contrabandeadas todos os dias para países vizinhos da China, como Hong Kong e Vietnã, vindos, principalmente, de países como Brasil e Índia, para contornar restrições de importação de Pequim. Segundo Yang Bo, um oficial que luta contra o contrabando, para poupar custos, os contrabandistas costumam contratar veículos comuns ao invés dos frigoríficos. Assim, a carne se descongela e congela novamente várias vezes antes de chegar aos clientes.

110-2

Foram apreendidas em uma única operação 800 toneladas de carne congelada que seriam distribuídas em restaurantes e até supermercados. Segundo informação da CNN havia carne de frango e boi, a quantidade de carne foi avaliada em 1,6 milhões de dólares. Muitos pacotes, já deteriorados tinham mais de 40 anos, que foram embalados e selados no apogeu da Revolução Cultural Chinesa.

A China tem experimentado uma série de escândalos alimentares nos últimos anos e muitos deles são de revirar o estômago. O recente caso de grande repercussão envolveu uma fábrica de carne dos EUA de propriedade operando na China, que foi acusado de vender carne clientes já vencidas a empresas de fastfood como McDonalds, Starbucks, KFC e Pizza Hut.

Fontes: cnnespanol/jornalciencia/ metro   Imagens: jornalciencia