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Ratinho traficante! Detentos treinam rato de esgoto para fazer entrega de drogas e celulares dentro do presídio

Os conservadores que me desculpem. De fato, não é de bom tom rir de tragédias, mas se até o diretor da Unidade Penal Barra da Grota, em Araguaína, no Tocantins, permitiu-se esse luxo, quem somos nós pra discordar, não é? E o que poderia haver de tão engraçado em um presídio? Leia por si mesmo. Enquanto você está aí, apanhando para ensinar o seu gato a fazer as necessidades na caixinha de areia, os detentos da penitenciária em questão elaboraram o seu próprio serviço de “delivery” de drogas e até celulares entre um pavilhão e outro utilizando você sabe o quê? Um nobre exemplar da espécie Rattus norvegicus, conhecido vulgarmente como “rato de esgoto”.

Pessoas que criam roedores como porquinhos-da-índia, por exemplo, sabem que se não lhes for dada uma criação adequada, eles podem se tornar agressivos. A explicação está na natureza deste animal, que na cadeia alimentar, exerce a função de “presa”. Isso faz com que esta classe de animais mantenha uma postura constantemente arisca e defensiva, o que é ainda mais evidente nos ratos comuns. Mas os presos da Barra da Grota, de uma forma absurda e comicamente engenhosa adestraram este animal de tal maneira, que ele não somente fazia o que eles queriam como ainda se permitia certas “intimidades”, como um cafuné, por exemplo. “O rato tinha simplesmente a função de deslocar-se puxando uma linha de crochê entre um pavilhão e outro”, diz o diretor da unidade, Jean Carlos Gomes.


Com esta linha amarrada a cauda, o ratinho, atraído por comida, andava de uma cela a outra, percorrendo uma distância que podia variar entre 10 a 50 metros. Ao chegar do outro lado, era carregado com a “encomenda”, sendo puxado de volta para o “remetente”. E o esquema parece ter sido usado tantas vezes que o diretor Jean menciona, não sem controlar o riso, que o animal encontrava-se nitidamente acima do peso.

RATINHO-TRAFICANTE

Após a descoberta, o rato foi facilmente “rendido” e “enquadrado”, sendo solto na mata. Agora, a equipe de investigação tenta localizar o autor da façanha, que a despeito de ser um criminoso, certamente encontrou em Tocantins o local ideal para essa proeza que, com o perdão do trocadilho”, é digna de “palmas”, e também de uma bela sanção administrativa, que será aplicada assim que o meliante (dessa vez, o humano) for descoberto.

Agora, além dos carcereiros, temos um gato no presídio. Pois é. Tem coisas que só rindo mesmo.

Fonte: g1  Imagens: Reprodução/fauna/g1

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