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Nova doença sexualmente transmissível foi identificada e pode estar afetando milhões de homens e mulheres de forma silenciosa

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Nova doença sexualmente transmissível foi identificada e pode estar afetando milhões de homens e mulheres de forma silenciosa
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Um estudo publicado no International Journal of Epidemiology mostrou que a bactéria Mycoplasma genitalium é transferida através do contato sexual. A M. genitalium é uma pequena bactéria parasita que vive nas células epiteliais e ciliadas dos tratos genital. É a menor bactéria de vida independente conhecida e foi também considerada o organismo com o menor genoma. A infecção é considerada uma das causas principais de uretrite nos homens e está associado à vaginose bacteriana nas mulheres. Se não for tratado, o micoplasma poderá causar infertilidade e, por isso, é essencial que procure um tratamento o mais rapidamente possível.

Avalia-se que, atualmente, embora muitos desconheçam a infecção por ela não apresentar sintomas, 1% da população do Reino Unido esteja infectada. Segundo o estudo, as pessoas que tem vários parceiros sexuais e não fazem uso de preservativos são as mais vulneráveis a apresentarem um teste positivo para tal bactéria. O cientistas acreditam que pelo menos 90% dos casos em homens e 66% em mulheres ocorram em pessoas com idade entre 25 e 44 anos.


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A preocupação dos pesquisadores foi divulgada depois que foram analisados 4.500 dados da terceira Pesquisa Nacional de Atitudes Sexuais e Estilos de Vida da Grã-Bretanha. Eles constataram que a M. genitalium infectava 1% da população que contava com um parceiro sexual. Contudo, a taxa de infecção a era muito maior naqueles que relataram mais de quatro parceiros sexuais nos últimos anos, em 5,2% nos homens e 3,1% nas mulheres. O que definiu a teoria de que a bactéria é sim, sexualmente transmissível foi que nenhum dos adolescentes que nunca haviam tido relações sexuais apresentaram sinal de infecção por M. genitalium.

Dr. Pam Sonnenberg, autor principal do artigo, disse que ainda serão necessárias mais pesquisas para compreender como testar e tratar a infecção e quais as possíveis complicações a longo prazo, além das que já se conhece.

Fontes: dailymail/healthexpress/ncbi/jornalciencia/Mycoplasma_genitalium  
Imagens: Reprodução/scienc/ cmr


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