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É oficial: O Rio Doce está oficialmente morto. Vídeo impactante mostra REALMENTE como está o rio depois do desastre

Talvez a mídia esteja sendo um tanto covarde na cobertura do rompimento das barragens em Mariana-MG. A tragédia é sem dúvida um desastre ecológico e ambiental, mas também uma catástrofe social. O Rio Doce, o mais importante de Minas Gerais, é a principal vítima do “acidente”. Uma nova face da tragédia está se revelando aos poucos e especialistas já declararam: o Rio Doce está oficialmente morto.

As análises de água realizadas, indicaram que o rio hoje está soterrado com partículas de metais pesados como chumbo, alumínio, ferro, bário, cobre, boro e mercúrio. A água não tem mais utilidade nenhuma, sendo imprópria para irrigação, consumo animal e humano. Não somente as altas taxas de metais pesados foram prejudiciais, a própria força da lama inutilizou a biodiversidade do rio para sempre. Além disso, ambientalistas não rejeitam a probabilidade de que espécies só encontradas neste rio tenham sido soterradas pela lama e possam estar a ponto de desaparecerem para sempre.


A situação é assustadora. A quantidade de lama é estimada em 20 mil piscinas olímpicas, o que fez com que o curso natural do rio fosse alterado, perdesse a força e formasse lagoas que também não devem ter vida longa, já que, além dos minérios de ferro, esgoto, pesticidas e agrotóxicos também estão sendo levados pelas águas.

Na tentativa de fazer alguma coisa para salvar alguns peixes do rio, pescadores da região criaram uma força-tarefa. A operação chamada por eles de “Arca de Noé” quer atuar em regiões da bacia hidrográfica do Rio Doce que ainda não foram atingidos pela enxurrada, transferindo os peixes para lagoas de água limpa utilizando caixas, caçambas e lonas plásticas.

 

Impacto para o ser humano

Substâncias como o mercúrio não são eliminadas pelo organismo, uma vez que já foram absorvidas. “Elas vão se acumulando cada vez mais, pouquinho a pouquinho, até atingir uma concentração que causa ou uma doença ou mata o indivíduo”, diz o biólogo André Ruschi.

Isso pode durar anos, mas vai acontecer. E tudo vai terminar na cadeia alimentar, esses elementos vão ser absorvidos pelo homem. São elementos químicos puros, e não simplesmente uma molécula que vai se desfazer e vai virar outra coisa. Vai sempre ser uma substância venenosa se acumulando na cadeia alimentar”, analisa.

Fonte: revistagalileu/otempo  Imagens: youtube

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