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Como os pinguins não morrem de frio na Antártida?

Você já parou para imaginar o quanto é frio na Antártida? Eu sei que não agüentaria passar 10 minutos no frio do inverno que pode chegar até -20ºC, jamais suportaria esse frio e você?… Mas existe uma espécie de pinguim que agüenta tranquilo essa baixa temperatura e ainda pode sentir calor, acredita? Pois é, a espécie de pinguim que vive na Antártida é Aptenodytes forsteri, simplesmente chamado de Pinguim Imperador e não é para menos, é o maior pinguim que existe e pode chegar até 1,20m e pesar até 40 kg, é uma das maiores aves que existe e sua capacidade de suportar o frio intenso é extraordinário!

Os pinguins imperadores apresentam uma característica bem peculiar para agüentar esse frio, a primeira é a composição do seu corpo, debaixo de sua pele há uma camada grossa de gordura e suas penas externas são cobertas por uma camada impermeável de gordura que impede a entrada de ar ou água gelada. Mesmo com todas essas características isso não seria suficiente para manter o calor dentro de seu corpo, por isso os pinguins imperadores (e outras aves também) foram geniais e pelo seu instinto de sobrevivência possuem um comportamento de viver em colônias e grupos enormes unidos num mesmo local… É isso mesmo, eles se agrupam como verdadeiros blocos de pinguins bem juntinhos.


pinguins

Eles permanecem unidos em grupos o que permite conservar o calor e onde podem se abrigar dos ventos intensos. E acreditem, com esse tipo de comportamento de formar grupos eles acabam também sentindo calor (como assim?), mas é isso mesmo, esses grupos se movimentam de forma constante e os pinguins que estão na borda externa desse grupo acham um caminho para ir para o meio do grupo, enquanto que os que estão no meio (com calor demais) vão direto para as bordas se “refrescar“. Esse comportamento animal é tão interessante que todos fazem esse revezamento para manter o grupo aquecido e para manter o equilíbrio de temperaturas entre eles mesmos.

Um estudo publicado na revista científica Animal Behavior diz que é um paradoxo esse comportamento do pinguim que muitas vezes pode conseguir temperaturas até 37,5ºC nesses grupos, ou seja, mais do que deveria e por isso precisam tomar um ar algumas vezes… O estudo também afirma que os grupos formados não são constantes e são desfeitos assim que atinge certa temperatura, todos os pinguins trabalham de forma constante fazendo uma espécie de rodízio entre os que estão com mais frios com os que estão com calor excessivo. Portanto, os pinguins imperadores são verdadeiros animais inteligentes e incríveis quando se trata em trabalho em equipe, pois para manter o grupo a salvo é necessário que todos trabalhem em conjunto para assegurar e manter o calor para todos e assim manter o equilíbrio do ecossistema e da própria espécie, ou seja, juntos somos sempre mais e melhores!

Fontes: bbc/
saudeanimal/viajeaqui/  Imagens: Reprodução/anda/
achetudo

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