Estudos e pesquisas

Monge automumificado é encontrado dentro de uma estátua de Buda. Veja como era feito o impressionante ritual de automumificação

A automumificação, praticada por monges budistas, era um ritual longo e doloroso iniciado com a pessoa ainda viva. Ao que tudo indica, o ritual tem origem chinesa, mas também foi praticado no Japão até ser proibido no século XVIII. Esses monges eram chamados de Sokunshinbutsu e acreditavam que fazendo isso seriam reverenciados após a morte, pois teriam se elevado ao status de Buda.

No início do processo de automumificação o monge deveria comer apenas nozes e castanhas por mil dias (quase 3 anos!) para perder toda a gordura corporal. Depois passariam a comer apenas raiz de pinheiro e beber um chá venenoso que gerava vômitos e consequentemente a perda dos fluidos corporais. Essa parte também durava mil dias.


Completados esses dois mil dias, o monge se trancava em uma tumba de pedra na posição de lótus. Diariamente o monge tocava um sino para indicar que ainda estava vivo. Quando parasse de tocar, a tumba seria lacrada.

Centenas de monges tentaram completar o ritual, mas até o momento foram encontradas apenas 24 múmias. Recentemente uma delas foi encontrada dentro de uma estátua de buda e através de ressonância magnética, viram que os órgãos internos do monge foram substituídos por pergaminhos. A múmia é de Liuquan, um mestre budista da Escola Chinesa de Meditação que viveu provavelmente no ano 1100. O mais interessante é que algumas pessoas acreditam que os Sokunshinbutsu não estão mortos, mas sim em um estado de meditação avançado.

estatua-monge-buda-mumia-838x577

estatua-buda-mumia-3-838x577

Fonte: hypescience/odditycentral  Imagens: hypescience

⚠  ATENÇÃO:  Nosso novo site, especial para mulheres, já está no ar. Acesse Diário Mulher.



Comentários

Novidades

Topo