Estudos e pesquisas

Inconformados com a morte precoce da filha de 2 anos, pais mandam congelar o corpo para revivê-la no futuro.



O caso de Matheryn Naovaratpong seria mais um em que uma doença fulminante mata uma criança precocemente, se não fosse por uma decisão inusitada de seus pais. Inconformados com a perda, eles providenciaram o congelamento de seu corpo para que a tecnologia futura pudesse a trazer de volta à vida.

Após uma dura batalha com um tipo raro de câncer de cérebro, pouco antes de seu terceiro aniversário, Matheryn faleceu e deixaram seus pais, engenheiros biomédicos inconsolados. Assim que descobriram que a menina sofria de um tipo de câncer considerado incurável, passaram a pesquisar e cogitar a possibilidade de usar a criogenia para manter seu corpo com uma possível condição de ser “ressucitado”. “Fiquei realmente dividido quanto a esta ideia, mas precisava me agarrar a ela. Então, expliquei tudo para minha família.”, disse o pai.


Criogenia

Conforme já relatamos no texto “270 pessoas mortas congeladas aguardam para serem revividas com a tecnologia do futuro”, a criogenia é um ramo da físico-química que estuda tecnologias para a produção de temperaturas muito baixas (abaixo de -150°C). Quando liquefeitos, gases como o nitrogênio, hélio e oxigênio são usados em muitas aplicações criogênicas.

Os especialistas afirmam que ressuscitar um corpo morto será uma possibilidade real nos próximos 30 anos. Muitos testes com organismos biológicos foram criopreservados, armazenados à baixíssima temperatura em nitrogênio líquido e posteriormente reviveram. Os testes foram feitos em insetos, enguias e tecidos humanos (inclusive o cérebro) e pequenos órgãos de mamíferos. As técnicas têm caminhado para que cada vez mais, células, órgãos e tecidos voltem à vida depois de criopreservados.

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Congelamento do cérebro

No caso de Matheryn, os pais optaram pela preservação apenas de seu cérebro. Eles acreditam que quando for possível poderão reviver seu cérebro em um corpo doador.

A família escolheu a Alcor, uma ONG norte-americana que realiza esse tipo de serviço para preservar a filha. No momento em que a morte foi declarada, a equipe início à crioproteção, processo que substitui os fluidos corporais por um líquido anticongelante, que impede o comprometimento dos tecidos corporais. Após sua chegada à Alcor, o cérebro foi removido e preservado a uma temperatura de -196ºC. Ela é a 134ª paciente da Alcor e de longe a mais nova.

O pai acredita que os pensamentos e personalidade de sua filha serão preservados com seu cérebro e podem ser, em algum estágio futuro, o suficiente para que ela volte à vida. Ele e sua mulher também planejam ter seus corpos preservados com criogenia, apesar de ele reconhecer que há poucas chances de que eles se encontrem com sua filha em suas novas vidas.

Fonte: bolsademulher/extra/   Imagens: bolsademulher/motherboard
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