Anomalias e doenças

Estudo diz que  melhorias genéticas  podem impedir a evolução e tornar o ser humano menos inteligente





O ser humano possui uma capacidade indiscutível de aprender, de solucionar problemas e de comunicação. E você já pode ter se perguntado: como os seres humanos ficaram tão inteligentes? Uma pesquisa da Universidade de Chicago identificou duas alterações genéticas acontecidas nos últimos 60 mil anos e que parecem ter aumentado o tamanho do cérebro e a capacidade cognitiva. Este estudo mostra que o cérebro humano está ficando cada vez mais competente com o passar do tempo.

No entanto, os pesquisadores estão bastante preocupados que o melhoramento genético, que pode um dia permitir que os pais escolham as características pessoais de seus filhos, possa, de alguma forma, impedir a evolução humana. O aperfeiçoamento genético é um processo capaz de modificar a composição genética de um organismo a fim de obter as características desejadas. Neste processo, os geneticistas colocam uma nova informação genética que substituirá uma já existente, deixando o recebedor melhor que antes.


Através desse aperfeiçoamento, os cientistas já criaram o “rato Schwarzenegger”, que foi capaz de desenvolver massa muscular rapidamente, ficando superforte. Embora, aplicar esse tipo de tecnologia nos seres humanos seja algo mais delicado, essa possibilidade está cada vez mais próxima. No futuro, os pais poderão ser capazes de escolher a cor dos olhos e dos cabelos, o tom da pele, o temperamento de seus filhos e até o quão inteligentes seus filhos vão ser. Isso nos leva a imaginar que, com o tempo, a melhoria genética possa, na verdade, impedir a capacidade do cérebro de evoluir.

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Mutações genéticas são importante para a evolução

Hoje, alguns geneticistas já fazem o que eles chamam de rastreio pré-natal, que determina se um embrião exibe sinais de doenças como síndrome de Down ou anemia falciforme, mas ele poderia ser usado também para identificar outras anormalidades genéticas em um embrião. Mas, para a evolução, algumas mutações são úteis e são forças motoras por trás da capacidade da espécie de evoluir. Portanto, se o aperfeiçoamento genético for usado para suprimir as mutações genéticas, poderia impedir a evolução humana. Como seria se as variações genéticas responsáveis por encorajar o desenvolvimento de cérebros maiores, fossem identificadas pelos geneticistas como mutações potencialmente nocivas e prontamente eliminadas do código genético?  Teríamos perdido um evento muito importante na evolução humana. Isso é fato!

Mas não se preocupe com isso agora. A tecnologia por trás do aperfeiçoamento genético ainda está muito longe de poder ser usada em humanos. O ser humano é enormemente complexo, e muitas das características genéticas são controladas por múltiplos genes. Até os geneticistas compreenderem completamente as ramificações da manipulação do nosso material genético, eles simplesmente não vão se arriscar a praticar melhoria genética sem controlar todos os possíveis efeitos colaterais.

 Fonte: hsw    Imagem:  libertatea/guiadobebe
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