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Em pleno século 21, EUA luta contra a temida peste negra que ainda mata dezenas de pessoas todos os anos

Em pleno século 21, EUA luta contra a temida peste negra que ainda mata dezenas de pessoas todos os anos
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É inacreditável que diante de tanta tecnologia e recursos da medicina atual, a peste mais temida da Idade Média ainda esteja rondando os seres humanos em várias partes do mundo. A Peste Bubônica, é uma doença pulmonar ou septicêmica, infectocontagiosa, provocada pela bactéria Yersinia pestis, que é transmitida ao homem pela pulga através de roedores. A pandemia mais conhecida da doença ocorreu no século 14, ficando conhecida como Peste Negra, quando dizimou 1/4 da população europeia. O último surto em Londres foi a Grande Praga de 1665, que matou um quinto dos moradores da cidade. Depois houve uma pandemia na China e na Índia no século 19, que ceifou mais de 12 milhões de vidas.

No entanto, a peste ainda é endêmica em Madagascar, na República Democrática do Congo e no Peru. E o mais surpreendente é que ela ainda mata pessoas nos EUA e  até meados de 2015 já haviam 15 casos com quatro mortes, segundo afirma o Centro para Controle e Prevenção de Doenças do governo americano. A bactéria responsável pela doença entrou nos EUA em 1900, através de barcos a vapor infestados de ratos.


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O mamífero roedor, conhecido como cão-da-pradaria é o principal meio de transmissão da praga se concentrando a oeste dos EUA onde a geografia e o clima beneficia a presença desses animais. Como esses,  são “animais sociais”, acabam colaborando na propagação de pulgas infectadas. De acordo com especialistas, a existência desses “reservatórios animais” explica a dificuldade em erradicar a praga, mesmo em um país tão desenvolvido. Recentemente, os cientistas do Centro Nacional de Saúde da Vida Selvagem dos EUA têm atuado em parques para o desenvolvimento de medicamentos orais e injetáveis afim proteger estes roedores.

Os cientistas especializados garantem que uma “vacina” para seres humanos está em um estágio bastante adiantado. Se não for tratada, a doença tem um índice de mortalidade de 30% a 60%. Antibióticos, contudo, são efetivos se há diagnóstico precoce.

Fonte: bbc  Imagem: bbc

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