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Com a descoberta de água líquida em Marte, quais os tipos de formas de vida realmente poderiam vivem lá?

Com a descoberta de água líquida em Marte, quais os tipos de formas de vida realmente poderiam vivem lá?
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Com a notícia de que água em estado líquido existe no verão de Marte, a comunidade científica animou-se com a possibilidade e encontrar vida alienígena. É claro que não devemos nos entregar a fantasias e acreditar que podemos encontrar seres complexos no ambiente de Marte,  um mundo frio com uma atmosfera fina. O que todo mundo quer saber é se os marcianos existem e quem são eles!

A jornalista científica Maddie Stone fez um minucioso levantamento bibliográfico para ajudar a responder a esta questão. Ela explica que se existe vida em Marte, esta é quase certamente microbiana e será um avanço extraordinário se conseguirmos chegar a estuda-las. Para nos aproximarmos ao máximo de quem seriam os marcianos, Maddie apelou para estudar as vidas em ambientes mais hostis do planeta Terra.


De acordo com a Agência Espacial Norte-Americana, a “evidência mais forte até agora” de que a água líquida flui na superfície marciana vem de uma análise espectroscópica, que descobriu sais percloratos hidratados em manchas de escoamento nas paredes de crateras marcianas. Os  sais de perclorato consistem em cloro e oxigênio ligado a vários outros átomos e é uma das maneiras de evitar que a água congele em temperaturas abaixo de zero. Certos percloratos não permitem que líquidos congelem a temperaturas tão baixas quanto -70°C.

A primeira coisa que pensamos é que se existe água líquida, por mais que esteja frio ou salgado, é possível que tenha vida. Isso, se baseando nos ambientes hostis da Terra que mesmo assim abriga bactérias extremófilas. No entanto, Chris McKay, astrobiologista da NASA diz que não há motivos para afirmar com certeza que exista vida no planeta vermelho, isso porque estas salmouras podem ser extremas demais para abrigarem qualquer tipo de vida e há salmouras na Terra que são muito salgadas para ter vida. Mesmo assim, estas salmouras ainda são um bom lugar para imaginarmos os habitats que poderiam existir em Marte, e as adaptações que a vida precisaria ter para sobreviver em tais condições.

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Microrganismos resistentes ao frio e ao sal

Ao longo dos anos, os cientistas identificaram na Terra uma ampla gama de organismo microscópios halofílicos e psicrófilos. Ou seja,  que podem se desenvolver em ambientes com concentrações muito altas de sal e que são capazes de viver e de se reproduzir a temperaturas muito baixas. Recentemente, encontramos até mesmo alguns psicro-halofílicos que adoram o frio e o sal e que vivem e se reproduzem bem em  lagos salgados da Antártida ou em líquido prensado entre camadas de gelo glacial. Uma batéria psicro-halofílica, a Psychromonas ingrahamii, se cria a temperaturas tão baixas quanto -12° C e concentrações de sal de até 20%.

Os micróbios marcianos, se é que eles existem, teriam as adaptações parecidas com os psicro-halofílicos que vivem na terra. Para não derreter quando entram em contato com o sal, os halofílicos puxam o sal para dentro de suas células. Ser salgado coloca o gradiente da osmose a favor destes organismos, mas também tem a vantagem adicional de garantir que não congelem. Já no caso dos psicrófilos, uma série de outras adaptações ajuda a protegê-los dos efeitos do frio. Membranas celulares psicrófilas tendem a ser ricas em ácidos graxos insaturados em comparação com as gorduras saturadas e contêm proteínas de transporte adicionais para materiais que entram e saem da célula. Alguns desses organismos produzem até mesmo proteínas anticongelantes, que ajudam a limitar o crescimento de cristais de gelo dentro de suas células.

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Enfim, termos evidências definitivas de água líquida em Marte não significa que há vida marciana,  mas oferece, sim, alguma esperança palpável. A chegada de uma sonda ao Planeta Vermelho com a capacidade de recolher amostras para caçar “fósseis químicos” ou outras provas de vida está prevista para 2020.

Fonte: hypescience/gizmodo   Imagens: gizmodo

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