Anomalias e doenças

Boa notícia! Cientistas desenvolvem adesivo de insulina para substituir injeções

A diabetes é uma doença que faz parte do cotidiano de muitas pessoas. O indivíduo que possui o tipo 1 deve injetar uma quantidade de insulina em si mesmo diariamente para que a taxa de açúcar possa ser controlada, já que o pâncreas não consegue produzir esse hormônio na quantidade necessária. Esse processo pode ser um pouco doloroso, já que sua aplicação ocorre por meio de uma agulha, entretanto, o desenvolvimento de um novo dispositivo ( fino e com a forma quadrada) possibilita a liberação de insulina diretamente na corrente sanguínea caso os níveis de açúcar estejam altos.

O equipamento fica colado na pele e é revestido com mais de 100 agulhas, mas que de tão pequenas apresentam o tamanho de um cílio. São compostas por insulina e enzimas que possuem um sensor de glicose. Quando as taxas são consideradas elevadas, ocorre uma rápida resposta, liberando insulina no organismo com a função de mantê-la no nível normal.


A pesquisa foi publicada na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, relatando que em testes com ratos que apresentavam diabetes do tipo 1 foi possível constatar a diminuição de glicose por até nove horas. Segundo o coautor sênior, Gu Zhen: “Nós projetamos um dispositivo para diabetes que trabalha rápido, é fácil de usar, e é feito de materiais biocompatíveis, não tóxicos. Todo o sistema pode ser personalizado de acordo com o peso de um diabético e sua sensibilidade à insulina, para que pudéssemos fazer o dispositivo inteligente ainda mais inteligente”.

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Para que o experimento pudesse dar certo, os pesquisadores decidiram imitar as células beta (encontradas em nosso organismo). Elas têm a função de produzir e estocar insulina nas vesículas e também são capazes de “comunicar” quando o nível de açúcar no sangue é considerado alto. Dessa forma, contribuem com a soltura da insulina na corrente sanguínea. A partir dessa ideia, foram criadas vesículas artificiais para que pudessem exercer o mesmo papel.

Os testes realizados em laboratório demonstraram que as vesículas artificiais eram invadidas por glicose quando o nível de açúcar aumentava. Logo após, as enzimas desempenhavam o papel de transformar a glicose em ácido glucônico, que passaram a utilizar oxigênio e, consequentemente, devido a sua ausência (hipóxia), as moléculas que antes eram hidrofóbicas se modificaram para hidrofílicas. Essa mudança fez as vesículas encaminhassem a insulina para a corrente sanguínea.

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Fontes: jornalciencia/saude   Imagens: info/
emresumo/jornalciencia

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