Biossensor usando substância encontrada na jaca detecta leucemia em 40 minutos

Com a identificação de forma bem mais eficaz, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um dispositivo que aponta se o indivíduo apresenta leucemia através de uma técnica que usa uma substância encontrada na jaca.

Desenvolvido pelos pesquisadores do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos em parceria com o Hemocentro da USP de Ribeirão Preto, o biossensor apresenta uma nanopartícula de ouro enrolado com jacalina (proteína retirada da semente da jaca). Seu tamanho é mil vezes menor do que de uma célula e por possuir um material com emissão de luz, penetram somente células que são acometidas pelo câncer. Ao entrar em contato com os açúcares que são liberados a partir das células com leucemia, a substância se liga a elas. Este biossensor possui um circuito elétrico e transmite a resposta eletrônica, permitindo que o paciente visualize o resultado que é obtido entre 20 à 40 minutos.

A leucemia tem como característica a aglomeração de células anormais na medula óssea, dificultando a formação de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas), o que pode auxiliar no desenvolvimento de anemia, hemorragias e infecções.   Até o determinado momento, a descoberta da leucemia só é possível após a realização de diversos exames e muitas vezes seus resultados podem demorar até 30 dias, além disso, possuem altos preços e podem ser bastante complexas.

O próximo objetivo é descobrir se esse biossensor pode identificar outros tipos de cânceres e a elaboração de aparelhos portáteis, que apresentariam também custos bastante baixos.

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Fontes: usp/g1 Imagens/vídeo: g1