Anomalias e doenças

Salões de beleza oferecem riscos à sua saúde. Veja as doenças que você pode pegar frequentando esses lugares

Um dos lugares mais frequentados pelas mulheres para mudar o visual ou se embelezar pode trazer sérios riscos à saúde. Os salões de beleza escondem doenças que podem ser facilmente contraídas na hora de pintar a unha, arrumar o cabelo ou uma maquiagem.

O número de doenças causadas pelo uso compartilhado de objetos utilizados em salões de beleza cresce a cada dia. As pessoas estão sempre com horários corridos, e isso impede que elas percebam que ao usar objetos compartilhados nos salões de beleza podem estar adquirindo algumas doenças, principalmente quando falamos em objetos cortantes. A pessoa pode ser infectada por fungos, bactérias e até mesmo vírus ao cuidar dos cabelos no salão.

1- Micose nas unhas

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A micose das unhas pode ser transmitida por meio de cortadores, espátulas, alicates de cutículas e de unhas, toalhas úmidas e lixas que tenham tido contato com qualquer unha contaminada. O recomendado é que a pessoa sempre leve seu próprio material para fazer as unhas, da lixa até a toalha. O tratamento para micose pode demorar bastante, pois o desaparecimento dos sintomas depende do crescimento da unha, que ocorre lentamente. No caso das unhas dos pés, por exemplo, pode demorar cerca de um ano para se renovar por completo e o tratamento deve ser mantido durante todo esse tempo.

2- Dermatite seborreica

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A dermatite seborreica, uma inflamação crônica que pode ser contraída por meio das escovas e pentes através da transmissão fungos do gênero Malassezia (antigamente chamada de Pityrosporum ovale) que se alimenta de restos de pele morta e tem preferência por áreas com maior produção de sebo. A doença ataca o couro cabeludo sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam e, para tratá-la, existem medicamentos específicos, que são capazes de controlar os sintomas.

3- Dermatite de contato

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Algumas substâncias químicas usadas em salões de beleza podem irritar a pele, já que a pessoa pode ser alérgica a compostos como o formaldeído e tolueno ou a alguns pigmentos e conservantes presentes na composição de esmaltes.  Na maioria das vezes, quando os sintomas da dermatite de contato aparecem, as pessoas costumam confundi-los com alergia a algum produto ou problema de pele, quando, na verdade, o responsável por essa irritação é o esmalte. As pessoas que apresentam pré-disposição à dermatite de contato devem estar atentas na hora de fazer as unhas e verificar se o esmalte é hipoalergênico.

4- Impetigo

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A transmissão pode ocorrer ao compartilhar materiais contaminados, como toalhas, lençóis, protetores de maca e de cadeira e espátulas. O impetigo é uma infecção superficial da pele que pode ser causada por dois tipos de bactérias: Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus. O quadro geralmente se inicia com pequenas pápulas vermelhas, semelhantes a picadas de mosquito em várias partes do corpo, que evoluem rapidamente para pequenas pústulas, lesões com pus.

5- Hepatite B e C

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Além do alicate de cutícula, o palito de madeira utilizado para limpar a unha também pode ser um meio de contaminação entre os profissionais e clientes. A exposição à doença pela falta de cuidados com a esterilização dos instrumentos de trabalho e o desconhecimento sobre as maneiras de contágio da hepatite fazem aumentar o risco de transmissão da doença. Outro perigo é que os vírus da hepatite permanecem dias num aparelho como o alicate de unha se este não for devidamente esterilizado. Mesmo em pequenos volumes o vírus pode contaminar uma pessoa que tenha um ferimento minúsculo.  A esterilização do alicate de unha e outros equipamentos deve ser feita em pequenas estufas, como as usadas em hospitais e devem atingir, em média, 160º a 170º e por um período de no mínimo uma hora. O palito de madeira não tem como esterilizar e deve ser jogado fora.

6- Herpes

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Batons e gloss que compõem os kits de maquiagens nos salões de beleza, podem  transmitir o vírus da herpes simples, vírus que, na maioria dos casos, causa aquelas “bolhinhas” ao redor da boca. O vírus na verdade, não fica muito tempo no batom, mas se uma pessoa infectada usar o batom e em seguida o mesmo for usado por outra pessoa, o vírus pode ser transmitido. O herpes é bastante comum e há estudos que mostram que 90% da população carrega o vírus do herpes labial.

7- Mononucleose Infecciosa

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A doença do beijo (mononucleose infecciosa) também podem ser transmitida pelos batons e gloss. A mononucleose infecciosa é uma doença caracterizada por febre, dor de garganta e tumefacção dos gânglios linfáticos, causada pelo vírus de Epstein-Barr, um herpesvírus. A transmissão se dá por causa da saliva. Os microrganismos podem ser transmitidos, mas por um curto intervalo de tempo, pois eles não sobrevivem sem as condições ideais de temperatura.

8- Conjuntivite infecciosa

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Lápis de olho e rímel podem transmitir quadros virais e bacterianos, como a conjuntivite infecciosa. Nestes casos, a conjuntivite é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos usados para maquiar os olhos. A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. O olho fica vermelho, parece que a pessoa tem uma conjuntivite, mas é um quadro mais grave. Oftalmologistas garantem que alguns vírus e bactérias mais agressivos podem perfurar a córnea em até 24 horas, causando úlceras. São infecções que podem levar à perda da visão.

Fonte: minhavida/ hagahacessa/clicrbs/opovo/mdsaude        Imagens: azulay/forum/notoefungus/coisademenina/ muraldapele/ pdg/saudicas
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