Financiada por Bill Gates, primeira vacina contra malária é aprovada!

Uma vacina que auxilia contra a propagação da malária de forma útil, porém limitada, recebeu a aprovação das autoridades europeias. Essa descoberta poderá trazer enormes benefícios para o controle dessa doença que mata cerca de 600 mil pessoas ao ano, especialmente na África onde apresenta o assustador número de 1.200 crianças por dia. Dentre o total de mortes que ocorrem, 75% das vítimas são crianças que apresentam menos de cinco anos de idade, de acordo com a OMS.

A vacina que é chamada de Mosquirix ou RTSS é designada às crianças e conseguiu uma resposta afirmativa da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que concordou com a sua qualidade, segurança e eficiência. O compartilhamento desta vacina só será colocado em prática após a permissão da Organização Mundial da Saúde (OMS), que ocorrerá em novembro.

A transmissão da malária ocorre através da picada da fêmea infectada por Plasmodium do mosquito Anopheles. Seus principais sintomas são: dor de cabeça, febre elevada, suor, tremor e calafrios. O tratamento é bastante simples e eficiente, porém, se não realizado pode levar à morte. A Mosquirix não permite que a pessoa seja infectada pelo mosquito, incentivando a produção de anticorpos em maior quantidade, evitando que o fígado seja lesionado.

Enquanto a vacina não for liberada, a forma mais válida de proteção continua sendo os mosquiteiros embebidos com inseticidas, já que o parasita se tornou resistente aos tratamentos frequentes.

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A vacina que foi gerada pela GlaxoSmithKline (GSK) teve apoio da ONG PATH Malaria Vaccine Initiative e incentivo financeiro da Fundação Bill e Melinda Gates, sendo a primeira a conseguir atingir a fase III nos testes clínicos, considerada a última antes da sua estreia no mercado. O intuito da vacina é amparar crianças em torno de seis semanas à 17 meses de idade, não sendo recomendada para adultos. Seu efeito não é prolongado e com o tempo essa proteção desaparece, tendo que haver um reforço 18 meses após a aplicação. Quando aplicada em crianças com mais idade, esta vacina se mostra ineficaz, entretanto, atualmente é a forma mais esperançosa contra a malária. Por isso, a vacina seria uma espécie de complemento, atuando juntamente com os mosquiteiros e inseticidas.

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Fontes: g1/opovo/info  Imagens: theoslotimes/ nature/saude