Comportamento

Em pleno século XXI, países africanos ainda caçam, mutilam ou matam pessoas albinas para rituais de feitiçaria

Em pleno século XXI, países africanos ainda caçam, mutilam ou matam pessoas albinas para rituais de feitiçaria
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Na Tanzânia e em outros países do Leste da África, pessoas albinas são tidas como demoníacas e ao mesmo tempo milagrosas. Por causa disso, há centenas de anos, nesta região há uma caça ao albino. Parece inacreditável que ainda hoje existam fornecedores de feiticeiros dispostos a mutilar ou matar pessoas inocentes.

Os matadores obtêm milhares de libras com a venda da pele, olhos, sangue, órgãos e cabelos e ossos de pessoas com albinismo. Os ossos de albinos são moídos e enterrados na expectativa de que o pó, depois de algum tempo, se transforme em diamantes. Pescadores do lago Vitória colocam cabelos ruivos de albinos em sua rede porque acreditam que, assim, atrairão peixes grandes. A pele é usado para revestir amuletos. Os órgãos genitais são usados em poções para cuidar de disfunção erétil, uma tratamento considerado caro, só para ricos.


Ainda há uma crença de que a pessoa que relações sexuais com albinos ou albinas ficará curado do HIV. Por conta disso, albinos têm contraído o vírus da aids e muitas mulheres chegam a ser estupradas. Quando pessoas com albinismo morrem de alguma doença, de morte natural ou ainda de assassinatos são sepultados por seus parentes em locais onde os restos mortais não possam ser desenterrados pelos fornecedores dos feiticeiros.

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Campanha de conscientização

Nos últimos anos, houve várias iniciativas para tentar conscientizar a população e romper preconceitos e superstições em torno do albinismo. Em 2012, na África do Sul, uma modelo albina foi destaque no continente quando desfilou pelas passarelas da Africa Fashion Week. Na Tanzânia, o governo também lançou campanhas de conscientização, mas o problema persiste, especialmente em regiões remotas como a ilha Ukerewe.

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Fonte: dailymail/bbc/paulopes Imagens: foundation/guaraiagora/meionorte

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