Comportamento

Como as mulheres se viravam no período menstrual quando não existia absorvente descartáveis?

Como as mulheres se viravam no período menstrual quando não existia absorvente descartáveis?
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Por incrível que pareça,  todas as soluções para conter o fluxo eram intravaginais, versões arcaicas do nosso absorvente interno. Os primeiros registros desta preocupação datam por volta de 400 a.C..  Na antiguidade, em Roma, as mulheres enfiavam pequenos chumaços de lã no interior do canal vaginal para conter o fluxo menstrual. Em algumas tribos da África, usavam rolinhos de grama. As gregas revestiam ripas de madeira com várias camadas de retalho. Já as japonesas se viravam confeccionando canudinhos de papel. Na Indonésia, fibras vegetais eram usadas na tentativa de absorver o fluxo, ao passo que, no Egito, canutilhos de papiro faziam as vezes de absorvente higiênico.

Durante toda a Idade Média uma opção eram as toalhinhas higiênicas, feitas de qualquer resto de tecido, o que sempre resultava em coceiras, assaduras, corrimentos íntimos e irritações no corpo. Isso porque, as toalhinhas eram lavadas água já usada em outra atividade e sem sabão.


No século 18, as mulheres tinham poucas opções quando a menstruação descia. Algumas usavam um pedaço de tecido que seria lavado e reutilizado várias vezes, enquanto outras simplesmente deixavam a gravidade agir e se lavavam na hora do banho (se ele acontecesse).

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Os absorventes descartáveis foram inspirados em uma invenção de Benjamin Franklin, que criou um tipo de curativo mais grosso projetado para salvar soldados com ferimentos de tiros e que as enfermeiras passaram usar para outros fins. Porém, o primeiro modelo comercialmente disponível especificamente para isso só foi lançado no século 19, por volta de 1888.

Até o início do século 20, o absorvente mais usado eram as “toalhinhas”, nome popular das faixas de tecido dobradas em três partes, depois lavadas e reutilizadas. Elas não eram tão práticas como os produtos de hoje, mas cumpriam bem sua função, desde que fossem utilizadas bem sequinhas, evitando a umidade que traz inflamações e fungos.

Em 1933 o absorvente interno foi inventado mas só chegou no Brasil somente na década de 70. Aqui o primeiro produto dessa linha tinha como marca O.B (nome que vem da expressão alemã Ohne Bine que significa algo como “sem toalha”). Por outro lado, toalhas descartáveis já ocupavam as prateleiras desde o fim da Primeira Guerra. Algumas tinham o formato de uma calcinha, ficando presas à cintura, enquanto outras eram presas com alfinetes – os absorventes com fita adesiva chegaram em 1970.

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Fonte: museuion/megoso/guudante/mundoho
Imagens: quora/mum/mum2

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