Sabia que o anticoncepcional que você usa, pode interferir na reprodução de animais aquáticos?

A pílula contraceptiva foi inventada nos Estados Unidos na década de 60, pelo cientista Gregory Pincus com o subsidio ideológico da feminista Margaret Sanger e financeira da milionária Katherine McCormick. Na época era proibido estudar sobre métodos contraceptivos, portanto a alegação do cientista é que ele estava pesquisando algum remédio para atenuar os desconforto causado pela menstruação e após cinco anos pesquisando finalmente o cientista conseguiu desenvolver a pílula.

É um fato mundial que essa pequena pílula causou uma revolução extremamente significativa em vários níveis da nossa sociedade, sobretudo nos níveis socioeconômicos uma vez que dava à mulher mais liberdade de escolha, permitindo que a mesma adiasse a gravidez dando foco em outras atividade como estudo e carreira profissional. Claramente, com tamanho benefício e fácil acesso, a pílula se disseminou e atualmente é usado por várias mulheres em escala global que não querem abrir mão das vantagens trazidas por ela. Contudo, a pílula tem causado um impacto ambiental grave, já que o ingrediente principal utilizado na fabricação da mesma é excretado na urina indo parar em ambiente aquáticos.

Os animais de ambiente aquáticos, principalmente peixes e anfíbios, são muito sensíveis a essa substância que é o hormônio feminimo etinilestradiol, e ao entrarem em contato com ele seus corpos reagem produzindo modificações que altera o sistema reprodutivo dos mesmos, conhecidos como animais intersexuais, podem perder a capacidade de reprodução. Um experimento conduzida pela bióloga Karen Kidd, do Departamento de Pesca e Oceanos do Canadá, mostrou que mesmo em baixas concentrações de hormônio feminino em lagos do noroeste do Canadá aparecia ovas em peixes machos no lugar dos testículos e as fêmeas produziam ovas fora dos períodos normais de reprodução. Além de alterar significativamente a reprodução de animais causando um enorme impactos ambiental, estudos realizados no Instituto Armand Frappier também no Canadá, afirma que esses hormônios se bioacumulam o que significa eles passam de um animal para outra na cadeia alimentar, então se uma ave ou humano come um peixe contaminado, irá se contaminar também.

a pílula tem causado um impacto ambiental grave, já que o ingrediente principal utilizado na fabricação da mesma é excretado na urina indo parar em ambiente aquáticos. Foto: Reprodução/economia
A pílula tem causado um impacto ambiental grave, já que o ingrediente principal utilizado na fabricação da mesma é excretado na urina indo parar em ambiente aquáticos. Foto: Reprodução/economia

Não é fácil tirar tais hormônios da água e embora existam tecnologias para isso, como a filtração baseada no carvão vegetal, em larga escala ficam muito caras. A Europa já discute possibilidade de mudanças na legislação restringindo o despejo de esgoto com esse hormônios em cursos d’água, porém aqui no Brasil o problema é pouco discutido.

Os animais de ambiente aquáticos, principalmente peixes e anfíbios, são muito sensíveis a essa substância que é o hormônio feminimo etinilestradiol, e ao entrarem em contato com ele seus corpos reagem produzindo modificações que altera o sistema reprodutivo dos mesmos. Foto: Reprodução/lookfordiagnosis
Os animais de ambiente aquáticos, principalmente peixes e anfíbios, são muito sensíveis a essa substância que é o hormônio feminimo etinilestradiol, e ao entrarem em contato com ele seus corpos reagem produzindo modificações que altera o sistema reprodutivo dos mesmos. Foto: Reprodução/lookfordiagnosis

Fonte: livesciencedw e revistaplaneta