Animais

Chifres com câmeras podem ser a solução para o massacre de rinocerontes nos países africanos [Atenção: imagens chocantes]

Entre todos os animais mais receados e reverenciados do mundo, os Rinocerontes com certeza estão bem alto na lista. São animais que habitam as savanas e florestas tropicais da África e Ásia pertencendo, na terminologia do safari, ao grupo de animais selvagens chamado de big five, correspondente aos cinco animais mais difíceis de caçar: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte. No entanto, a caça ao rinoceronte está oficialmente proibida na maior parte dos países onde ainda existem. Apesar disso, na África do Sul, desde 2008 sua caça subiu cerca de 1.000%, chegando em 2014 a 1.215 animais mortos pelas mãos de caçadores ilegais, o que os colocam à beira da extinção.

O fato de a maior parte destes animais viverem em parques e reservas onde é proibida a sua caça, infelizmente, não impede que os caçadores furtivos continuem a dizimá-los pelo elevado valor dos seus chifres nos mercados asiáticos. Os cornos de rinoceronte africano são ilegalmente contrabandeados para a Ásia como “produto medicinal” devido ao seu declarado “poder curativo”, acreditando-se que têm propriedades afrodisíacas e curativas para doenças como o câncer, pelo que chegam a valer no mercado negro 65 mil dólares por quilo! Por mais que os governos pelo mundo façam muito para tentar protegê-los, manter um animal tão grande e agressivo como esses protegido é uma tarefa um tanto complexa, principalmente porque, rinocerontes não gostam muito da presença de humanos.


Agora, um grupo conhecido como Protect, trouxe uma ideia que pode ser uma solução para cobrir a segurança dos rinocerontes. Ao invés de manter soldados armados vigiando os animais, como tem ocorrido recentemente, a equipe está simplesmente “equipando” os animais com tecnologia de ponta.

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Tecnologia a favor da preservação

Os desenvolvedores do projeto criaram um sistema chamado RAPID (sigla para “Dispositivo de Inteligência Anti-Caça em Tempo real”, em inglês) que consiste de um GPS que vai ser preso ao pescoço do animal, um monitor de batimentos cardíacos e, o mais legal, uma mini câmera que é inserida no chifre do rinoceronte, para que seja possível analisar que tipo de ameaça ele está enfrentando.

Esse trio tecnológico, funciona em conjunto ao menor sinal de perigo. Se, por exemplo, algo que o fez fugir em disparada (um dardo tranquilizante ou um tiro de uma arma), o aumentos da frequência cardíaca do animal faz com que os aparelhos enviem um pedido de ajuda, com a localização da criatura para que as autoridades entrem em ação.

Todo este aparato não faz qualquer mal aos rinocerontes e é totalmente indolor. Nestes animais, os chifres são feitos apenas de pelos unidos e colados, então os chifres deles não apenas crescem de volta, como também quebrá-los ou perfurá-los não fere o animal. Sim, ainda é uma solução um tanto hostil, mas mesmo assim é muito melhor do que deixá-los a favor de caçadores ilegais.

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Fonte: tecmundo/bbc/pt Imagens:  pinterest/cntraveler/eia

 

 

 


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