Anomalias e doenças

Boa notícia! Pesquisadores desenvolveram uma pílula à base de gema de ovo que neutraliza a ação do glúten em pessoas com doença celíaca



Esta notícia pode dar um sopro de esperança para as pessoas que sofrem com a doença celíaca. A doença celíaca é uma doença autoimune, ou seja, as próprias células de defesa imunológica agridem as células do organismo, causando um processo inflamatório. Na doença celíaca, a  inflamação é provocada pelo glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio. Esse processo inflamatório, que no caso ocorre na parede interna do intestino delgado, leva à atrofia das vilosidades intestinais, gerando diminuição da absorção dos nutrientes.

Uma pesquisa recente feita na Universidade de Alberta, no Canadá indica que é possível que  o glúten ingerido possa ser revestido por anticorpos que estão presentes na gema de ovo. Isso garantiria que o glúten não pudesse afetar o intestino dos celíacos.


Se inspirando em um amigo com intolerância ao glúten, o pesquisador Dr. Hoon Sunwoo desenvolveu uma pílula a partir dos anticorpos da gema que pode ser tomada antes das refeições e permite que pessoas com doença celíaca consigam comer qualquer alimento com glúten.  Este suplemento se une ao glúten no estômago e ajuda a neutralizar os malefícios que a substância proporcionaria no intestino delgado de alguém com doença celíaca.  Ele acredita que a gema de ovo é a chave para que as pessoas com intolerância ao glúten possa ter uma vida mais confortável.

O intestino delgado é revestido com vilosidades que absorvem vitaminas, minerais e açúcares. Quando celíacos consumem glúten, a gliadina e a gluteina presentes nele afetam as vilosidades, impedindo que elas absorvam nutrientes. Consequentemente, poucas horas depois de comer alimentos ricos em glúten, pessoas com a doença celíaca podem ter diarreia severa e vômitos que podem durar vários dias.

O suplemento à base de ovo ainda precisa ser testado. Se a avaliação prevista para 2015 for bem-sucedida, o medicamento poderá estar disponível em 2018.

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Fonte: minhavida/drauziovarella/jornalciencia  Imagens: tabocas/fleury
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