Tribo que vive na Oceania come os cérebros dos familiares falecidos

A revista Nature disponibilizou informações um tanto quanto perturbadoras. Para a tribo Fore, localizada no arquipélago de Papua Nova Guiné, na Oceania, a prática de consumir cérebros de familiares que já faleceram (uma maneira de demonstrar luto), é algo comum e estaria ajudando a afastar doenças que causam demência. Nesta tribo, quando ocorre a morte de um indivíduo, os parentes maternos ficam responsáveis pelo desmembramento do cadáver. As mulheres removem os braços e os pés, retirando os músculos dos membros, removendo também o cérebro e abrem o tórax, a fim de remover os órgãos internos. As mulheres então usam o cérebro do familiar e partes de alguns órgãos para alimentar suas crianças e idosos. Existem hoje, cerca de 20 mil membros na Tribo e eles falam três diletos distintos.

As pessoas que pertencem a essa tribo conseguiram, de alguma maneira, conquistar uma espécie de resistência ao Kuru, conhecido como “doença dos canibais” e ao mal de Creutzfeldt-Jacob (muito parecido com a doença da vaca louca), ambos ocorrem por meio da infecção por príons (agente infeccioso), e causam problemas relacionados à neurodegeneração.

A explicação para essa história, seria de que as pessoas que conseguiram sobreviver à epidemia do Kuru adquiriram uma barreira aos príons, que impediria a modificação das proteínas e a produção de polímeros que podem vir a causar algum tipo de problema ao cérebro.

Para alguns cientistas, esta notícia pode auxiliar com novas conquistas e passos importantes na batalha contra a demência e o mal de Parkinson.

Você pode ler mais sobre a Febre Kuru no texto: Febre kuru: doença do zumbi

Para a tribo Fore, localizada no arquipélago de Papua Nova Guiné, na Oceania, a prática de consumir cérebros de familiares que já faleceram (uma maneira de demonstrar luto), é algo comum e estaria ajudando a afastar doenças que causam demência.  Foto: Reprodução/medicaldaily
Para a tribo Fore, localizada no arquipélago de Papua Nova Guiné, na Oceania, a prática de consumir cérebros de familiares que já faleceram (uma maneira de demonstrar luto), é algo comum e estaria ajudando a afastar doenças que causam demência. Foto: Reprodução/medicaldaily
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Essa representação mostra como são os rituais quando morre um membro da família. Foto: Reprodução/angelaashleyvillaluz

Fontes: naturejornalciencia e abri