Alimentação

Por que os lanches do McDonald’s “nunca” apodrecem? Assista ao vídeo de um experimento



Em 2010 a  artista plástica e fotógrafa novaiorquina Sally Davies resolveu registrar em fotografias diárias o processo de decomposição de um McLanche Feliz, formado por um hambúrguer e uma porção de batatas fritas. O lanche não ficou acondicionado em geladeira, ficou em um ambiente natural de uma casa. Com o passar do tempo, a fotógrafa percebeu que o sanduíche e as batatinhas continuavam com a mesma aparência, não mostrando sinais de alteração. Como se fossem de borracha ou de isopor. Em 2014, 4 anos depois tudo estava igualzinho o primeiro dia. As fotos, todas as 1.545 delas, estão expostas em seu site, e em seu espaço no flickr, e mostram que a única variação se deu no pão do hambúrguer, que se partiu em alguns pedaços devido ao ressecamento.

Continuarei fotografando o hambúrguer até que ele se desintegre, o que pode custar o resto da minha vida natural”, declarou a artista.


Mas que diabos acontece?

Kenji López-Alt, um chef e diretor do blog Serious Eats, formou cinco hipóteses diferentes com base no que ele sabe sobre a inibição do crescimento de fungos. Para ele, os lanches continham [1] uma boa dose de conservante especial na carne ou no pão; [2] o hambúrguer está condimentado com alto teor de sal; [3] existe pouquíssima umidade nos lanches; [4] não há mofo em contato com o hambúrguer e é possível que o [5] hambúrguer tenha sido preparado em um local sem ar.

As duas últimas hipóteses foram descartadas quando ele observou que não há como os hambúrgueres serem preparados em um vácuo sem ar e muito menos longe de esporos de fungos (que existem em qualquer lugar do planeta). Mas eles teriam sido destruídos depois que a carne ficasse por um tempo na chapa quente.

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Em 2010 a artista plástica e fotógrafa novaiorquina Sally Davies resolveu registrar em fotografias diárias o processo de decomposição de um McLanche Feliz. 1660 dias e tudo está em perfeito estado! Foto: Reprodução/veja

Para testar o sal, Kenji fabricou na sua própria casa nove diferentes combinações de hambúrguer combinando as carnes do McDonald’s com as de sua cozinha. O sal foi adicionado em alguns de seus hambúrgueres, enquanto outros não. Ele também variou os tipos de embalagens e suas mãos, em momento algum, tiveram contato direto com qualquer um dos hambúrgueres, que foram todos deixados ao ar livre. Mais de três semanas depois, o lanche do McDonald’s ainda não tinha apodrecido, mas os hambúrgueres caseiros também não. O hambúrguer caseiro sem adição de sal não parecia diferente daquele com sal extra, indicando o fato dos lanches do McDonald’s não apodrecerem não estava ligado a quantidade de sal.

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O sucesso dos superhambúrgueres estariam ligados à umidade? Bem, os hambúrgueres perderam um quarto do seu peso na primeira semana, o que indica que tinham perdido água. Sem umidade, é impossível haver crescimento de mofo. E como os hambúrgueres do McDonald’s são muito finos com uma área de superfície muito grande, a carne seca rapidamente antes de poder começar a apodrecer. Isso significa que colocarmos um hambúrguer do McDonald’s em um saco plástico totalmente selado, a umidade será retida ali em contato com a carne. O hambúrguer ficará coberto de mofo dentro de uma ou duas semanas como qualquer outro sanduíche.

Podemos então concluir que: o segredo está na rápida perda de umidade dos hambúrgueres, o que não deixa o ambiente propício para proliferação de fungos e portanto, eles não ficam com o aspecto mofado e nojento.

O vídeo mostra um experimento feito pelo BuzzFeed em que sete hambúrgueres de sete diferentes restaurantes foram colocados em um vidro e deixados por um mês. Todos apodreceram, menos o sanduíche do McDonald’s.

Fonte: iflscience/veja/hypescience
Imagens: veja/chefsdecozinha/reimagine
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