Leão símbolo do Zimbabue é cruelmente morto por dentista americano. Aqui estão 5 coisas que você precisa saber sobre esta covardia!

Todos ficaram chocados com a morte do leão Cecil morto por um dentista americano Walter Palmer que pagou cerca de 55 mil dólares para poder matar e decepar a cabeça do animal. O leão Cecil tinha 13 anos de idade, era considerado um ícone das savanas do Zimbábue. Ele era um animal robusto,  sua juba era negra o que causava um impacto incrível na sua beleza selvagem, e foi um dos leões mais fotografados por turistas.

Mas existem mais coisas sobre a morte de Cecil que precisamos saber!

1. Cecil usava um colar de identificação: O leão era parte de um projeto de pesquisa da Universidade de Oxford e usava um colar de identificação com GPS que permitia traçar seus últimos movimentos. Os caçadores sabiam que o animal fazia parte de um projeto importante e por isso tentaram destruir o colar, mas não conseguiram. Cecil não é o primeiro leão que usava o colar e mesmo assim foi morto na reserva de Hwange. Isso já vem acontecendo há muito tempo e ele é o 23° leão que fazia parte do projeto e mesmo assim foi morto.

2. Cecil foi atingido e agonizou por 40 horas: A morte de Cecil não foi instantânea. Primeiro, o leão foi atraído para fora do parque com usando comida como isca. Walter Palmer e seus contratados amarraram um animal morto no carro e puxaram para fora da reserva onde Cecil era protegido e não podia ser caçado. Ao avistarem o leão, Walter Palmer conseguiu atingi-lo usando uma arma de arco e flecha profissional. Cecil, ferido, conseguiu fugir da mira dos caçadores que só o encontraram 40 horas depois, já agonizante. Ao encontrá-lo, Cecil foi atingido com um tiro que tirou sua vida de vez.

3. Cecil foi encontrado sem pele e sem cabeça: A crueldade não acabou aí. Depois de morto e fotografado de todas as formas como um troféu, o leão teve sua cabeça arrancada e sua pele foi completamente arrancada. Provavelmente, Palmer pretendia fazer um tapete com sua pele que tinha uma pelagem muito bonita e a cabeça, certamente embalsamaria e faria dela um troféu de exibição para amigos. A cabeça do leão, no entanto, ficou desaparecida por alguns dias, o que provocou grande preocupação de que seria enviada ao exterior. O medo fez com que políticos e conservacionistas apelassem para a União Europeia afim de proibir a importação de cabeças de leão, patas e peles. Felizmente, cabeça do leão foi localizada no Zimbábue e apreendida para ser usada como prova no inquérito.

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4. Cecil tinha seis filhotes que perderam sua proteção: As autoridades de conservação da reserva disseram que também estavam lidando com as consequências prováveis da morte de Cecil para seus seis filhotes. “A parte mais triste de tudo é que agora que Cecil está morto, o próximo leão na hierarquia, Jericho, provavelmente irá matar todos os filhotes de Cecil para que ele possa inserir sua própria linhagem para as fêmeas.”

5. Walter Palmer já respondeu à justiça pela morte de outros animais selvagens: Este dentista é conhecido como um grande caçador de troféus e está acostumado a caçar em todo o mundo. É isso que mostram as diversas fotos publicadas no site Trophy Hunt America. com grandes animais selvagens mortos, incluindo um leopardo, rinoceronte e alces. Palmer ganhou uma reportagem de destaque no New York Times depois que matou um grande alce na Califórnia. Em 2008 Palmer foi preso e, eventualmente colocado em liberdade condicional depois que admitiu ter mentido a um agente federal sobre a caça de um urso negro em Wisconsin. Nesta ocasião o dentista caçador de troféus negou ter atraído o urso para fora da reserva de proteção para matar, quando na verdade, havia feito isso. Para ser colocado em liberdade condicional ele pagou uma fiança de 2.938 dólares.

Outros animais caçados por Walter Palmer

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Fontes: heavy/theguardian  Imagens: mediamatters/theguardian