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Doença comum na África faz com que “vermes vivos” de um metro saiam da pele humana e o ritual de retirada é assustador | tem vídeo

Também conhecida como Doença do verme-da-guiné (DVG), a dracunculíase é uma desordem parasitária causada por um verme nematoide conhecido cientificamente como Dracunculus medinensis. Este verme aloja-se no tecido conjuntivo das pessoas causando dor e muito desconforto.

A infecção começa quando a pessoa ingere água sem tratamento, contendo copépodos (um pequeno crustáceo), como a pulga d’água infectadas pela larva do nematoide. Assim que chega ao estômago, o copépodo morre e então a larva fica livre para penetrar a parede intestinal, onde se desenvolvem e se reproduzem. Quando as fêmeas do verme estão fertilizadas elas migram para a pele das extremidades do corpo (como pernas e braços) causando bolhas no local onde descarregam suas larvas. Quando a pessoa entra em contato com a água, as larvas saem da pele e procuram outro copépodo para infectar.


A fase que causa tanta repudia é sem dúvida quando a fêmea desce para as pernas da pessoa infectada. Nesta fase ela pode medir de 60 a 100 centímetros de comprimento. A movimentação das larvas no tecido subcutâneo pode causar sensação de queimação, edema, formação de bolha e, por fim, úlcera. Essas manifestações clínicas podem vir acompanhadas de febre, náuseas e vômitos.

Infelizmente não existe tratamento para a doença a não ser a prevenção que consiste basicamente em não ingerir água sem tratamento prévio. A retirada dos vermes ainda segue a mesma técnica usada em 1550 a.C. no antigo Egito e consiste na remoção da fêmea enrolando-a lentamente ao redor de uma vareta através do orifício aberto pela lesão do verme.  A vareta agarra uma das pontas do verme e ao ser enrolada, o puxa para fora do corpo da pessoa, centímetro a centímetro. O processo é demorado, se o verme for puxado de uma vez só, seu finíssimo corpo pode se partir, deixando “restos mortais” na pele, apodrecendo e danificando os tecidos à sua volta. É um procedimento bastante doloroso e a área fica dolorida durante meses.

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Em 1986 era prevalente em 20 países da Ásia e da África e contavam-se 3,5 milhões de casos, mas com a campanha de erradicação da OMS em 2013 a doença só era encontrada normalmente no Sudão do Sul com cerca de 500 casos. Em 2015 foi anunciado que a doença poderá ser a segunda na história da Humanidade a ser erradicada após a varíola: de fato, em 2014 havia apenas 126 casos conhecidos, contra os cerca de 3 milhões e meio em 1986.

Dracunculus_medinensis

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Fontes: infoescola/jornalcienciaImagens:  wikipedia/dailystormer/theartfulamoeba

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