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Como é feita a cremação de cadáveres?

Apesar de ser um costume muito antigo, a cremação é considerada hoje como um serviço de funeral moderno. Não só para o uso de tecnologias avançadas do incinerador, mas porque quando se considera que está experimentando um crescimento exponencial da população mundial e da falta de espaços associados a este fenômeno, a cremação aparece como o sepultamento do futuro.

Neste processo, os corpos são colocados em fornos e incinerados a temperaturas altíssimas, superiores a 1000°C. Tal temperatura faz com que a carne, ossos e cabelos desaparecerem. No final, somente algumas partículas inorgânicas, como os minerais que compõem o osso, resistem ao processo.  São esses resíduos que compõem as cinzas, o pozinho que sobra como lembrança dos restos mortais de uma pessoa cremada. No nosso corpo, não existe nenhuma célula que tolere a esta temperatura, que pode derreter até mesmo os metais mais resistentes.


Na verdade, a cremação é uma prática que já existe há cerca de 3 mil anos. Para os orientais, queimar o cadáver é uma prática consagrada. O fogo tem uma função purificadora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando a alma.

Mas, durante algum tempo, a cremação foi considerada uma prática ilegal, principalmente por motivos religiosos. Para os judeus, por exemplo, o corpo não pode ser destruído, pois a alma se separaria dele lentamente durante a decomposição. Já os espíritas pedem que o cadáver não seja incinerado antes de 72 horas – segundo eles, esse é o tempo necessário para a alma se desvincular do corpo. Entre os católicos, evangélicos e protestantes, não há restrições tão severas.

Cremation

Na verdade, a cremação é uma prática que já existe há cerca de 3 mil anos. Para os orientais, queimar o cadáver é uma prática consagrada. O fogo tem uma função purificadora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando a alma. Foto: allenfamilyfuneraloptions

O processo é o seguinte:
  1. O processo de cremação começa quando a pessoa ainda está viva. Sim, a pessoa precisa registrar em cartório a vontade de ter seu corpo transformado em pó. Em relação a um sepultamento comum, as diferenças aparecem depois do velório, quando o caixão não é levado até a cova, mas para uma sala refrigerada. Em alguns crematórios, um elevador se abre no chão e desce com o corpo até o andar de baixo, onde ficam as geladeiras.
  2. No subsolo funciona a chamada câmara fria. No crematório de São Paulo, por exemplo, o cômodo gelado é uma sala revestida de azulejos e com isolamento térmico, onde ficam prateleiras metálicas com capacidade para até 4 caixões. Os falecidos passam 24 horas no frio. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, no caso de mortes violentas como assassinatos
  3. Depois de um dia na geladeira, o cadáver entra em um forno com todas as roupas e ainda dentro do caixão ? apenas as alças de metal são retiradas. Sustentado por uma bandeja que impede o contato direto com o fogo, o caixão é submetido a uma temperatura de 1200 ºC. Esse calor faz a madeira do caixão e as células do corpo evaporarem ou volatilizarem, passando direto do estado sólido para o gasoso. O cadáver começa a sumir.
  4. Depois de até duas horas no forno, apenas partículas inorgânicas como os óxidos de cálcio que formam os ossos resistem à onda de calor. Esses restos são colocados no chamado moinho, uma espécie de liquidificador que tritura os ossos com bolas de metal que chacoalham de um lado para o outro
  5. O moinho funciona por cerca de 25 minutos. Depois dessa etapa, as cinzas em pó são guardadas em urnas e entregues à família do morto. No final do processo, uma pessoa de 70 quilos fica reduzida a menos de um quilo de pó.
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Um modelo de compartimento onde é feita a cremação. Foto: ipes

Fonte: mundoestranho


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