Animais

Os futuros dinossauros: conheça os animais brasileiros que as futuras gerações podem não conhecer!





Todo mundo já ouviu falar dos dinossauros: grandes animais, extintos há milhares de anos. Mas já pararam para pensar que, apesar dos dinossauros terem ficado no passado, as extinções não? Até hoje, inúmeros animais e plantas entram em extinção. Alguns desaparecem da terra mesmo antes que tomemos conhecimento de suas existências. Talvez a cura para várias doenças tenham desaparecido com esses seres.

Nos últimos 3,5 bilhões de anos, estima-se que cerca de 4 bilhões de espécies evoluíram na Terra. Destas, 99% já se foram… Mas essas extinções são compensadas pelo surgimento de novas espécies, processo chamado especiação. Apenas cinco vezes, na história do nosso planeta, a taxa de extinção foi tão elevada a ponto de ser classificada como extinção em massa (o que corresponde à perda de mais de três quartos das espécies da Terra em um curto intervalo de tempo geológico).


Cientistas sugerem que estejamos passando, ou melhor, causando a sexta extinção em massa. Em todo o mundo, estão perto de desaparecerem cerca de 41% dos anfíbios, 26% dos mamíferos e 13% dos pássaros. O Brasil possui 1 173 animais ameaçados, de acordo com o último estudo do Ministério do Meio Ambiente, divulgado em dezembro de 2014. Estima-se que 322 espécies desapareceram nos últimos 500 anos e que, até o ano 2100, metade das espécies que existem hoje no mundo terá deixado de existir.

A perda da biodiversidade é algo problemático para o equilíbrio ambiental e o bem-estar humano. Isso pode levar ao surgimento e crescimento de doenças e a diminuição dos recursos naturais (água, alimentos etc) e serviços ecológicos (como a polinização) que movem a economia mundial.

Conheça alguns animais que, provavelmente, seus bisnetos não conhecerão (ou só verão em zoológicos). Vale lembrar que casa animal possui uma importante tarefa para o equilíbrio ambiental. Tudo ainda não está perdido: o planeta possui muita biodiversidade, cabe a nós preservá-la e mudar a trajetória da sexta extinção em massa.

  1. Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis)

O boto-cor-de-rosa é o maior golfinho de água doce do mundo, o macho pode chegar a 2,5 metros de comprimento. Vive nos rios da Bacia Amazônica. Ameaçado pela morte acidental, provocada por redes de pesca, pela caça para fazer isca (!), pelas secas e pelas construções de hidrelétricas.

O boto-cor-de-rosa é o maior golfinho de água doce do mundo, o macho pode chegar a 2,5 metros de comprimento.

O boto-cor-de-rosa é o maior golfinho de água doce do mundo, o macho pode chegar a 2,5 metros de comprimento. Foto: crystalbae

  1. Morcego thumbless  (Furipterus horrens)

Esse morceguinho alimenta-se de insetos e habita cavernas da América do Sul. Eles têm um um dos dedos incluído na membrana da asa , fazendo com que dê a impressão de que não tem este dedo. No Brasil, sua população diminuiu por causa da atividade mineradora.

A população  diminuiu por causa da atividade mineradora. Foto: Author copyright/ Roberto Leonan Morim Novaes

A população desta espécie tem diminuído por causa da atividade mineradora. Foto: Author copyright/ Roberto Leonan Morim Novaes

  1. Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)

O lobo-guará habita o cerrado brasileiro e está ameaçado pelo desmatamento, atropelamento e caça. Ele é morto por fazendeiros que acreditam que o lobo se alimenta muito de galinhas, na verdade, esse animal tem preferência por se alimentar de frutos e animais pequenos. A cada galinha que o lobo-guará mata para se alimentar ele consome entre 50 a 70 ratos, o que ajuda no controle de pragas. Desde 1982 e está na lista de espécies em perigo para o Ministério do Meio Ambiente.

O lobo-guará habita o cerrado brasileiro e está ameaçado pelo desmatamento, atropelamento e caça. Foto: photorator

O lobo-guará habita o cerrado brasileiro e está ameaçado pelo desmatamento, atropelamento e caça. Foto: photorator

  1. Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus)

O tatu-bola foi o mascote da Copa do Mundo de 2014. No entanto, isso não o ajudou muito. O animalzinho continua ameaçado de extinção. Sua principal característica é o comportamento de se enrolar dentro de sua carapaça, como uma bola, para fugir de seus predadores.

O tatu-bola foi o mascote da Copa do Mundo de 2014.  Foto: acaatinga

O tatu-bola foi o mascote da Copa do Mundo de 2014. Foto: acaatinga

  1. Onça-pintada (Panthera onca)

A onça-pintada chega a cerca de 1,50 metro de comprimento da ponta do focinho à cauda. É ameaçada, principalmente, pela perda de habitat, relacionada à expansão agrícola e urbanização, e a caça. Nos últimos 27 anos, sua população diminuiu em 30%.

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A onça-pintada é ameaçada, principalmente, pela perda de habitat, relacionada à expansão agrícola e urbanização, e a caça. Foto: toxicday

  1. Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)

Estima-se que existam apenas 228 animais desta espécie, que vive no nordeste da Bahia. As principais ameaças à essa espécie são o tráfico de animais silvestres e a destruição do seu habitat.

Estima-se que existam apenas 228 animais desta espécie, que vive no nordeste da Bahia. Foto: wallgoo

Estima-se que existam apenas 228 animais desta espécie, que vive no nordeste da Bahia. Foto: wallgoo

  1. Aranha caranguejeira (Avicularia diversipes)

Endêmica do Brasil e não é nociva, ela habita o sul da Bahia e sua extensão de ocorrência é estimada em 3.690 km2. A espécie vive em árvores, dependendo diretamente da existência de vegetação. Os desflorestamento resultante da agricultura e pastagens tem ameaçado as caranguejeiras. Outra ameaça é que são visados como animais de estimação, principalmente, no exterior, tornando-se alvo de tráfico internacional.

Os desflorestamento resultante da agricultura e pastagens tem ameaçado as caranguejeiras.  Foto:

Os desflorestamento resultante da agricultura e pastagens tem ameaçado as caranguejeiras. Foto: arachnoboards

Fontes: vejaabrilnature

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