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“Tenho medo de vomitar. Qual o meu problema?”

“Tenho medo de vomitar. Entro em desespero com essa possibilidade, me entupo de remédios e fico sem comer quando penso que posso vomitar. Isso é uma fobia?” (Glaice Monique)

Glaice, antes de tudo, procure um médico, psicólogo ou psiquiatra, para lhe diagnosticar e indicar um tratamento. Não sei se é o seu caso, mas existe uma fobia relacionada ao vômito.


A emetofobia – medo irracional de vomitar ou de ver pessoas vomitando ou de vomitar na presença de outras pessoas – é um transtorno pouco conhecido, mas comum, que possui aparente predominância do sexo feminino. Geralmente inicia-se na infância ou adolescência. É comum sentir nojo do vômito, mas a emetofobia é caracterizada pelo excesso de sensibilidade ao nojo do vômito: a sensação é muito mais incômoda para os afetados pela fobia.  Apesar dos poucos estudos sobre a doença, as causas dela são atribuídas à traumas de infância envolvendo o ato de vomitar e relacionadas à outros transtornos psicológicos como transtorno de ansiedade de separação (que pode ser causado, na infância, pelo divórcio traumático dos pais), transtorno de pânico, fobia social ou transtorno obsessivo-compulsivo.

Os emetofóbicos podem possuir uma queda considerável na qualidade de vida e saúde. Muitas mulheres costumam evitar a gravidez por causa do medo dos enjoos. Alguns evitam ficar com os filhos ou outras crianças pequenas, por receio de vê-las vomitando. Há casos de pessoas que mudam diversas vezes de emprego por causa de dias de trabalho perdidos devido à fobia. Outras pessoas relatam que evitam lugares públicos ou comer fora de casa, comprometendo seu lazer. Utilizar o transporte público, passear de barco, viajar de avião ou ir a parques de diversão ou hospitais são atividades temidas e evitadas. É comum, também, que os emetofóbicos desenvolvam hábitos alimentares extremamente cuidadosos, comendo apenas alimentos meticulosamente preparados por eles.

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Emetofobia – medo irracional de vomitar ou de ver pessoas vomitando ou de vomitar na presença de outras pessoas. Foto: doctissimo

Em casos extremos a pessoa vítima de emetofobia pode buscar isolar-se em casa. É o caso da britânica Anna Roberts, de 19 anos. Ela não consegue ficar longe do banheiro de sua casa, não trabalha, desistiu da faculdade, quase não possui amigos, não consegue nem tirar a carta de motorista e desenvolveu uma obsessão por limpeza. A jovem tem sua vida controlada pelo medo e está iniciando o tratamento.

Apesar da lacuna em pesquisas sobre a emetofobia, psiquiatras buscam identificar e caracterizar manifestações emetofóbicas para tentar minimizar o sofrimento e as limitações dos doentes.

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É comum, também, que os emetofóbicos desenvolvam hábitos alimentares extremamente cuidadosos, comendo apenas alimentos meticulosamente preparados por eles. Foto: doctissimo

 

 Fontes:  bondedailymail

LEITE, C. E. P.; VICENTINI, H. C.; NEVES, J. S.; TORRES, A. R. Emetofobia: revisão crítica sobre um transtorno pouco estudado. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v.60, n. 2,  2011.   .

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