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Cientistas descobrem rã venenosa com a pele laranja fluorescente!

Atualmente, o grupo dos anfíbios vem sendo bastante estudados a nível mundial, seja por sua importância ecológica, biológica ou pela preocupação da preservação de muitas espécies que estão entrando em extinção pela perda de seu habitat.

No Panamá, pesquisadores do Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais e da Universidade de Los Andes, na Colômbia, descobriram uma nova espécie de rã venenosa que possui uma fantástica coloração laranja fluorescente. Através de análises de DNA, descobriu-se que trata-se de uma espécie do gênero Andinobates, e foi nomeada como Andinobates geminisae, nome dado em homenagem a Geminis Vargas, esposa do co-autor da pesquisa, devido seu apoio em estudos de herpetologia. Andinobates inclui espécies de rã com cores bastante fortes e expressivas, e com a nova espécie não veio a ser diferente.


O indivíduo descoberto é bem pequeno, possuindo apenas 12,7 mm de comprimento. E esse minúsculo anfíbio não parece com seus parentes mais próximos na região, principalmente devido a sua cor. Apesar do seu minúsculo tamanho são rãs venenosas, fazendo parte do grupo das rãs dardo-venenosas.

Segundo um dos pesquisadores, há alguns anos já sabiam da existência da nova espécie, no entanto, não tinham certeza se com essa coloração fluorescente tratava-se apenas de outra variação da cor de rãs, da espécie Oophaga pumilio ou se realmente era uma nova espécie, o que veio a ser confirmada com os estudos do material genético. Uma das características marcantes de Andinobates geminisae, além da sua cor chamativa é o seu coachar.

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Através de análises de DNA, descobriu-se que trata-se de uma espécie do gênero Andinobates, e foi nomeada como Andinobates geminisae, nome dado em homenagem a Geminis Vargas, esposa do co-autor da pesquisa. Foto: science20

Como os estudos ainda são iniciais, os pesquisadores não divulgaram qual a principal funcionalidade da cor fluorescente, contudo, com estudos mais aprofundados, devem-se chegar, em breve, a alguma conclusão a respeito. Acredita-se que sua cor fluorescente seria um sinal de alerta para predadores, mimetismo Mülleriano, ocorrendo quando duas ou mais espécies venenosas ou que não são palatáveis adotam o mesmo sistema de alerta, assemelhando-se a espécie venenosa Oophaga pumilio.

As rãs dardo-venenosas são encontradas em uma área muito restrita. E as principais ameaças a sua existência é a coleta para o comércio, perda de habitat, mudança climática e um fungo mortal responsável pela quitridiomicose.

A informação genética da nova espécie já está disponível no International Barcode of Life (iBOL) e no GenBank para futuras pesquisas.

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Acredita-se que sua cor fluorescente seria um sinal de alerta para predadores, mimetismo Mülleriano, ocorrendo quando duas ou mais espécies venenosas ou que não são palatáveis adotam o mesmo sistema de alerta. Foto: science20

Fontes: g1coripa e ambientebrasil

Este texto é de autoria da Bióloga Nayara Castro


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