Curiosidades

Seis maneiras de reaproveitar seu xixi e cocô



Parece mentira, mas o cocô e o xixi podem ser reaproveitados através de técnicas e processos específicos. O xixi por exemplo é rico em nitrogênio, fósforo e potássio, que são substâncias usadas como fertilizantes. O mesmo acontece com o cocô (de gado e aves que são mais limpos), quando é usado  como adubo.

Remédio de xixi

Pois é, muita gente já é adepta à parte da medicina alternativa que usa a urina (da própria pessoa) como fonte de elementos que supostamente ajudaria na terapêutica de câncer, infertilidade, doenças do coração, autoimunes e outros males. É uma doutrina milenar que consiste o uso da urina humana para fins medicinais e cosméticos conhecido como  Urinoterapia”. É isso mesmo que você entendeu: algumas pessoas bebem e ou fazem massagem na pele com a própria urina. Juntamente com a água, a ureia é um dos principais componentes da nossa urina e esta substância possui diversos usos na medicina. Além disso, nossa urina ainda é composta de hormônios, metabolitos que incluem os corticoides. A terapia consiste em beber uma pequena porção (50 ml) da primeira urina da manhã.


Despoluição com xixi

O cientista espanhol Manuel Jiménez Aguilar garante que é possível diminuir a emissão de gases poluentes usando urina. Sim, segundo ele, se colocarmos um pouco do nosso xixi no filtro de uma chaminé, acontecerá uma redução significativa da poluição causada por ela. Isso acontece porque a urina é rica em amônia que pode “dissolver” o CO2 produzido.

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Muita gente já é adepta à parte da medicina alternativa que usa a urina (da própria pessoa) como fonte de elementos que supostamente ajudaria na terapêutica de câncer, infertilidade, doenças do coração, autoimunes e outros males. Foto: thesun

Xixi que vira pólvora

Composta principalmente por composta de 12% e enxofre, carvão e 75% de nitrato de potássio (salitre), a pólvora foi inventada por alquimistas chineses lá pelo século IX. Mas hoje, há naturalistas que defendem a fabricação de uma substância explosiva feita a partir de capim, cinzas e urina. A nossa urina é rica em salitre (nitrato de potássio) e é possível sim obter explosivo a partir dela. No entanto, não se animem em sair fazendo pólvora de xixi para explodir o mundo, pois essa pólvora “natural”, demora muito tempo para ficar pronta. O processo envolve misturas, filtragens e dez meses de desidratação da mistura.

Café de cocô

No mundo inteiro, principalmente nos países asiáticos, o trato digestivo de animais é usado para purificar o grão de café e fazê-lo ficar mais puro e gostoso do que processos químicos comumente usados. Na Tailândia, por exemplo, a marca de café Mármore Negro dá os seus grãos, primeiro, para os elefantes comerem. Depois da digestão, o cocô dos elefantes é revirado e todo grão de café encontrado é recolhido e transformados em bebida para humanos. O pó deste café custa algo em torno U$ 800/kg. O Café Civeta, conhecido como  “Kopi Luwaki” é um dos cafés mais caros do planeta (U$ 900/kg). A civeta é um pequeno mamífero encontrado na Indonésia e sua alimentação consiste basicamente do fruto do café e insetos. As cerejas do café são cuidadosamente selecionadas pelo animal, mas o trato digestivo é capaz de digerir somente a polpa e as sementes saem através das fezes inteiras. Este processo deveria funcionar como uma forma de originar outros pés de café por aí, mas o homem descobriu que estas sementes depois de limpas, torradas, moídas e peneiradas originam um café com sabor único. Segundo especialistas, bactérias e enzimas únicas do civeta tornam-se os responsáveis pela diferença de qualidade do grão.

Não existe comprovação científica segura, mas dizem que muitas pessoas engolem as “cerejas” do café para obter um grão purificado das próprias fezes e fazer seu cafezinho personalizado.

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O Café Civeta, conhecido como “Kopi Luwaki” é um dos cafés mais caros do planeta. (U$ 900/kg). Foto: diariodebiologia

Biogás de cocô

Os biodigestores são nenhuma novidade e já tem sido usados a milênios como fonte de adubo e gás orgânico. Biodigestores são equipamentos de fabricação simples também conhecidos como biogás e biofertilizantes. Geralmente é alimentado com restos de alimentos e fezes de animais (isso também inclui fezes humanas), acrescidos de água.

No interior de um biodigestor, o cocô entra em decomposição pela ação de bactérias anaeróbicas (que não dependem de oxigênio). Durante o processo, todo o material orgânico acaba convertido em gás metano, que é utilizado como combustível em fogões de cozinha ou geradores de energia elétrica.  A parte sólida que sobra do biodigestor também serve como fertilizante.

Transplante de cocô

E onde você poderia imaginar que um transplante de cocô poderia ser feito? Pois é, a transfusão fecal consiste de uma aplicação das fezes alheias no intestino doente por meio de um tubo introduzido a partir do nariz. Assustador, não é? Essa terapia é usada como o tratamento de uma doença chamada colite pseudomembranosa (colite ulcerosa), causada pela bactéria Clostridium difficile. A ação do micro-organismo destrói tecidos do cólon, uma das partes do intestino grosso. Segundo alguns estudos, a taxa de sucesso gira em torno de 95% e embora sejam recomendados cinco procedimentos, a pessoa já se sente melhor após o primeiro.

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iodigestores são equipamentos de fabricação simples também conhecidos como biogás e biofertilizantes. Geralmente é alimentado com restos de alimentos e fezes de animais (isso também inclui fezes humanas), acrescidos de água. Foto: delta

Fonte: mundoestranho

 

 

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