É verdade que podemos tratar feridas com açúcar?

“É verdade que açúcar é cicatrizante? Que podemos tratar feridas com açúcar?” (Adrielle Dull)

Já há muito tempo o açúcar é utilizado para ajudar na cicatrização de feridas, úlceras e similares. Os cirurgiões egípcios aplicavam açúcar em feridas, desde 1700 a.C. através de combinações de mel e unguento aplicados diariamente na lesão com ataduras de pano fino. Nos países em desenvolvimento, o mel continua sendo usado no tratamento de feridas infectadas. Estudos in vitro realizados com esse produto têm comprovado a sua ação inibidora no crescimento de microrganismos patogênicos.

Porém no meio científico ainda há controvérsias sobre os resultados obtidos nos estudos feitos. Um estudo feito no Brasil em 2000, mostrou que açúcar não influenciou o processo de cicatrização de incisões cirúrgicas infectadas de indivíduos desnutridos, obesos e com idade avançada. Além disso foi observada um aumento no número de micro-organismos encontrados no local do ferimento tratado com açúcar.

Já em um estudo feito recentemente no Reino Unido os resultados foram outros. Os cientistas disseram que despejar açúcar granulado diretamente sobre as feridas, pode ajudar na cura quando os antibióticos falharem. Ainda segundo o estudo o açúcar tira a umidade do local ferido, impedindo a proliferação de bactérias, causando uma aceleração da cicatrização. O médico responsável pelo estudo já tratou 35 pacientes com sucesso, tendo até mesmo casos de cicatrizações em amputações.

Portanto o que se sabe atualmente é que o açúcar pode sim ajudar na cicatrização, mas para alguns grupos de pessoas ele pode não ser benéfico, podendo até mesmo prejudicar na recuperação. A melhor forma de evitar qualquer erro é só utiliza-lo depois de passar por um médico, que pode conhecer os efeitos benéficos do açúcar e receita-lo da melhor forma.

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Portanto o que se sabe atualmente é que o açúcar pode sim ajudar na cicatrização, mas para alguns grupos de pessoas ele pode não ser benéfico, podendo até mesmo prejudicar na recuperação. Foto: Reprodução/agrodaily
Fonte: scielo e hospitaldaher