Animais

Você já viu quais dinossauros viveram aqui no Brasil?



Dinossauros. Esses animais pré-históricos sempre mexeram com a imaginação do homem. Repletos de mistérios, os dinossauros viveram há milhões de anos. Nessa época, o planeta Terra era completamente diferente do que é hoje: era quase outro planeta! Dominado por animais com até 40 metros de comprimento e que podiam chegar a pesar 100 toneladas!

Você já deve ter assistido filmes sobre dinossauros estrangeiros, como o Jurassic Park. Mas você conhece os nossos dinossauros? O Brasil possui 21 espécies oficialmente reconhecidas e vários fósseis em processo de identificação. Aqui apresentamos um mini bestiário, baseado no livro “O guia completo dos dinossauros do Brasil”, com os cinco dinos mais interessantes do nosso país.


1. Staurikosaurus pricei

Primeiro dinossauro reconhecido no Brasil. Foi um animal carnívoro, provavelmente um predador veloz. Viveu no período Triássico, há 225 milhões de anos, onde hoje é o Rio Grande do Sul, alimentando-se de pequenos répteis e ancestrais de mamíferos. Tinha cerca de 2 metros de comprimento. Seu esqueleto encontra-se no Museu Americano de História Natural, em Nova York, mas existe uma réplica no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Staurikosaurus pricei

iveu no período Triássico, há 225 milhões de anos, onde hoje é o Rio Grande do Sul, alimentando-se de pequenos répteis e ancestrais de mamíferos. Ilustrações de Felipe Alves Elias

2. Santanaraptor placidus

Esse simpático dinossauro emplumado é parente de dinossauros famosos como o Tyrannosaurus, o Velociraptor e o Archaeopteryx (a mais antiga ave conhecida). Seus restos fósseis foram encontrados em Santana do Cariri, Ceará. Carnívoro, possuía entre 1 e 2,5 metros de comprimento e andou pela Terra há 110 milhões de anos. Seu esqueleto encontra-se no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Santanaraptor placidus

Seus restos fósseis foram encontrados em Santana do Cariri, Ceará. Ilustrações de Felipe Alves Elias

3. Amazonsaurus maranhensis

Seu comprimento chegava a 10 metros. Seu nome é referência à região amazônica do Maranhão, onde foi encontrado. Nosso amigo foi herbívoro e pastava, provavelmente, em planícies alagadas durante o Cretáceo, há 110 milhões de anos. Nessa época o oceano Atlântico era jovem, o Brasil acabara de separar-se do continente africano. Assim as praias do Maranhão estavam a poucas centenas de quilômetros da costa africana. Seus fósseis estão no Museu Nacional e Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ.

Amazonsaurus maranhensis

Seu nome é referência à região amazônica do Maranhão, onde foi encontrado. Ilustrações de Felipe Alves Elias

4. Antarctosaurus brasiliensis

Um titanossaurídeo! Esse nome é uma referencia aos gigantes Titãs da mitologia grega. E não é pra menos: os titanossaurídeos podiam alcançar cerca de 40 metros de comprimento! O curioso é que esse grande herbívoro possuía uma cabeça desproporcionalmente pequena. Seu crânio é alongado e menor que o de um cavalo! Ele viveu na região onde hoje fica São José do Rio Preto, entre 83 e 65 milhões de anos atrás. Seu esqueleto está na mesma cidade onde foi encontrado, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista.

Antarctosaurus brasiliensis

Ele viveu na região onde hoje fica São José do Rio Preto, entre 83 e 65 milhões de anos atrás. Ilustrações de Felipe Alves Elias

5. Mirischia asymmetrica

Esse “pequeno” emplumado possuía cerca de dois metros de comprimento e foi encontrado em Pernambuco. Seu esqueleto está na Alemanha e pertence ao período Cretáceo. Esse animal pertence aos compsognatídeos, os mais antigos dinossauros a apresentar penas. Mas eram estruturas simples que protegiam contra a perda de calor do corpo, diferentes das penas das aves de hoje.

Mirischia asymmetrica

Esse “pequeno” emplumado possuía cerca de dois metros de comprimento e foi encontrado em Pernambuco. Ilustrações de Felipe Alves Elias

Fonte: Livro: Luiz E. Anelli. O guia completo dos dinossauros do Brasil. Ilustrações de Felipe Alves Elias. São Paulo: Editora Peirópolis, 2010.

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