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Por que as partes do corpo amputadas precisam ser mantidas no gelo até serem reimplantadas?

 “Gostaria de saber porque as partes do corpo amputadas precisam ser mantidas no gelo até serem reimplantadas. (Matheus)

Matheus, o reimplante é definido como uma religação cirúrgica de um membro amputado com o objetivo de se obter a recuperação estética e funcional. O procedimento cirúrgico consiste na reconstrução e religamento de estruturas, principalmente artérias e veias, para recuperar o fluxo sanguíneo.


O primeiro reimplante realizado com sucesso ocorreu nos Estados Unidos em 1962, realizado por Ronald Malt em uma criança de 12 anos que teve seu braço amputado. Desde então, diversos estudos e técnicas cirúrgicas vem sendo aprimoradas.

Mas para que o reimplante seja bem sucedido, é fundamental a atenção rápida com alguns cuidados a serem tomados em relação ao membro amputado. Em primeiro lugar, o ideal é lavar a parte amputada para eliminar sujidades, irrigando com soro fisiológico. Em seguida, o segmento amputado deverá ser envolvido em compressas estéreis embebidas em soro fisiológico. Após este procedimento, a parte amputada deverá ser acondicionada em um saco plástico que deverá ser colocado em um recipiente contendo gelo. Não se deve utilizar gelo seco e jamais colocar a parte amputada diretamente no gelo, para evitar queimaduras.

procedimento membro amputado

O objetivo de se manter um membro amputado em baixas temperaturas (cerca de 4º C) é para retardar os processos de degradação celular, lesão vascular (lesões de vasos sanguíneos) e necrose (morte celular), causados pela ausência de perfusão sanguínea. Estas alterações surgem após 6 horas do trauma e, por esta razão, a agilidade e o acondicionamento das partes amputadas são cruciais para um reimplante bem sucedido.

A técnica operatória inclui a remoção de tecidos necrosados (desbridamento), encurtamento do osso, sutura de tendões flexores e a ligação de artérias, veias e nervos. No entanto, mesmo tomando todos os cuidados necessários, os efeitos indesejáveis podem surgir após a cirurgia de reimplante como infecções, rupturas de tendões e falhas no fluxo sanguíneo chamadas de fenômenos de não reperfusão.

amputação

 Foto: Reprodução/ncbi

Fontes: ncbihandcarealberteinstein   X REPLANTATION, Amputation. Amputação X Reimplante. Revista da AMRIGS.  Este texto é de autoria da Bióloga Ceila Cintra.

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