Tudo que você precisa saber sobre Ovários Policísticos!

Você já ouviu falar da Síndrome dos Ovários Policísticos (conhecida também pela sigla SOP)? Ela atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. No censo IBGE de 2000, estimou-se que 2,5 milhões de mulheres brasileiras possuem esta síndrome. O nome da síndrome vem do fato das mulheres com SOP, geralmente, possuírem vários cistos nos ovários. Síndrome é o nome dado à um conjunto de sintomas que caracterizam uma doença ou condição clínica, esses sintomas podem ser de causas diferentes ou possuírem causa desconhecida. No caso da SOP, os sintomas vão desde a irregularidade na menstruação, infertilidade e excesso de pelos, até obesidade, diabetes e pressão alta. Se não tratada adequadamente, a SOP pode aumentar em três a quatro vezes a chance de se desenvolver câncer de endométrio no futuro!

Mas como esses cistos aparecem nos ovários?

Os ovários possuem vários folículos, pequenas bolinhas, onde são guardados os óvulos. Na mulher saudável, uma vez por mês um desses folículos libera o óvulo que poderá ser fecundado ou descartado na menstruação. No caso da Síndrome dos Ovários Policísticos, o folículo não se rompe e se transforma em cisto. Então a mulher não menstrua e não engravida. Isso acontece muitas vezes e os ovários vão acumulando estes pequenos cistos. Às vezes um folículo se rompe e a mulher menstrua naquele mês (ou até mesmo engravida). É esse acúmulo de cistos que provoca as alterações hormonais que caracterizam a SOP.

O nome da síndrome vem do fato das mulheres com SOP, geralmente, possuírem vários cistos nos ovários. Foto: Reprodução/pedromigao
Principais sintomas

Infertilidade: dificuldade para engravidar decorrente da ausência da ovulação. A SOP é uma das principais causas da infertilidade feminina.

Ciclo menstrual irregular: a menstruação ocorre de forma bastante espaçada: a mulher pode ficar meses sem menstruar.

Resistência à insulina: ocorre um aumento na produção de insulina no corpo por causa da diminuição de sua ação nas células do organismo. O excesso de insulina pode provocar manchas em regiões de dobras, como o pescoço.

Obesidade: A resistência à insulina também pode levar à uma síndrome metabólica que causa a obesidade.

Hiperandrogenismo: esse nome comprido quer dizer “excesso de hormônios andrógenos (masculinos)”. Isso costuma acontecer nas mulheres com SOP e causa pele oleosa, acne, queda de cabelo e hirsutismo.  Hirsutismo é como chamamos o excesso de pelos grossos no corpo feminino, geralmente em locais mais comuns para homens, como abdômen, coxas, seios e rosto. Esse excesso de hormônios masculinos também está ligado ao aumento da quantidade de cistos nos ovários.

O excesso de peso e a resistência à insulina aumentam as chances, em longo prazo, da mulher desenvolver diabetes mellitus e pressão alta. Todos os sintomas estão ligados entre si, o distúrbio hormonal causa muitas alterações no organismo. Por isso é importante o diagnóstico médico e o tratamento adequado.

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A SOP causa diversos sintomas e as mulheres podem não apresentar todos. Depende de como o corpo dela está reagindo à síndrome. Foto: Reprodução/amandamachado

A SOP tem cura? Como é o tratamento?

Um dos medicamentos mais utilizados no tratamento é anticoncepcional. Mas não é qualquer anticoncepcional: no tratamento da síndrome o medicamento deve possuir o componente de progesterona com efeito anti-androgênico (ciproterona, drospirenona e clormadinona) ou neutro (gestodeno ou desogestrel). Isso vai ajudar a minimizar os efeitos do excesso de hormônios masculinos. Deve-se evitar os anticoncepcionais que contenham levonorgestrel ou norestisterona, pois estes possuem ações androgênicas, que é o oposto do que se quer.

Avaliado o quadro clínico da mulher, o médico pode prescrever outros medicamentos para tratar a resistência à insulina, o excesso de pelos e a obesidade.

Falando em obesidade, sabe-se que ela dificulta o tratamento da SOP e até mesmo agrava seus sintomas. Por isso a adoção de uma reeducação alimentar e da prática de exercícios físicos podem ser de grande importância no tratamento. Existem casos de mulheres que se curaram apenas depois que associaram os exercícios físicos ao tratamento com remédios.

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Lembrando que ovário policístico é diferente de cistos no ovário: essa diferença é diagnosticada através do ultrassom e da avaliação dos sintomas por um médico. Algumas mulheres possuem cistos nos ovários e não desenvolvem a síndrome. Foto: Reprodução/trocandofraldas

Fontes: fantasticoferticlinidmed e epilightnewskin