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Gravidez psicológica: Entenda porque acontece!



“Minha cunhada de 40 anos teve gravidez psicológica. Gostaria de saber como isso acontece. Estou muito impressionada” (Deisy O.)

A gravidez psicológica é um transtorno psicológico cujo nome técnico é pseudociese. Apesar de ser psicológico, o transtorno causa também alterações fisiológicas. Ocorre muito em animais, principalmente cadelas, mas em mulheres a incidência é baixa. E pasme, pode acontecer com homens também!


A pseudociese acontece em todas as etnias, níveis sociais e idades. Na maioria dos casos essa falsa gravidez dura apenas algumas semanas, porém pode durar meses e até anos. É acompanhada de todos os sintomas de uma gravidez real: enjoos, crescimento e endurecimento da barriga, aumento dos seios, ganho de peso, ausência de menstruação e produção de leite.  Até os movimentos fetais são sentidos por algumas mulheres, inclusive algumas entram em “trabalho de parto” e sentem dores como se realmente estivessem dando à luz. Quando veem que não existe um bebê, costumam dizer (e acreditar) que sofreram um aborto.

Os sintomas de uma gravidez real acontecem porque esse distúrbio psicológico afeta o hipotálamo, responsável pelo controle dos hormônios sexuais. Segundo os médicos, as mulheres casadas, com problemas conjugais e mulheres que tiveram relacionamentos amorosos ruins envolvendo separação, abandono ou gravidez são as mais suscetíveis a desenvolver uma gravidez psicológica. Outras causas para o desenvolvimento desse quadro incluem depressão, transtorno de personalidade, aborto recente, infertilidade, baixa autoestima, proximidade da menopausa aliada à vontade de ter filhos e ainda casos em que a filha engravida e a mãe acaba tendo uma “inveja” inconsciente que leva a pseudociese.

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Apesar de ser psicológico, o transtorno causa também alterações fisiológicas. Ocorre muito em animais, principalmente cadelas, mas em mulheres a incidência é baixa. Foto: Reprodução/gravidezsintomas

Alguns anos atrás, era mais difícil descobrir que a mulher não estava grávida de verdade. O ultrassom não era sempre pedido e os exames de sangue eram menos sensíveis, produzindo mais falsos positivos. Muitos médicos já se confundiram, chegando a marcar a cesárea da paciente depois de ter feito todo o “pré-natal”. O médico precisa estar muito atento para não se enganar nesses casos, pois além de todos os sintomas, a paciente consegue simular até os batimentos do bebê durante a auscultação!

Hoje o médico diagnostica uma pseudociese através dos dados negativos dos exames de sangue, ultrassom, exame ginecológico e até ausência de atividade sexual relatada pela paciente. Mesmo com esses dados em mãos, é difícil convencer a mulher de que ela não está grávida, já que seu corpo lhe mostra o contrário. Por isso o tratamento pode demorar alguns meses. É feito com medicamentos hormonais para normalizar o ciclo menstrual e cessar a produção de leite. Em casos onde há outros distúrbios psicológicos associados, medicamentos psiquiátricos podem ser necessários. O acompanhamento psicológico da paciente é indispensável e a compreensão e apoio de familiares tem grande importância para a melhora do quadro.

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É acompanhada de todos os sintomas de uma gravidez real: enjoos, crescimento da barriga, aumento dos seios, ganho de peso, ausência de menstruação e produção de leite. Foto: Reprodução/mundomulheres

 

Relato de um caso ocorrido em 1979:

gravMulher internada em trabalho de parto, com cartão de pré-natal indicando o controle mensal de batimento cardíaco fetal, altura de abdome crescente, aumento de peso e movimentos fetais. Não havia ultrassom (era caro e pouco acessível na época). A barriga estava enrijecida e a paciente gritava, dizendo sentir fortes contrações em intervalos curtos. Outro médico plantonista (não era o mesmo que havia feito o pré-natal) desconfiou da não evolução do parto e ao controlar as contrações percebeu que não condiziam com as dores fortes que a paciente dizia ter. Através do toque no colo uterino constatou que estava normal e sem dilatação (na gravidez o colo desce e dilata), assegurando que a mulher não estava grávida. Seria o primeiro filho do casal e a situação causou grande revolta na família. A mulher acusou o hospital de ter lhe roubado o bebê e a polícia precisou ser chamada para resolver o mal entendido.

Fonte: scielo e abc

 

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