Existe anticoncepcional masculino que não seja vasectomia?

“Queria saber se existe anticoncepcional masculino que não seja a cirurgia de vasectomia.” (Leandro Moreno)

Durante muito tempo os únicos métodos contraceptivos masculinos existentes foram a camisinha e a vasectomia. Já as mulheres têm tido uma ampla variedade de opções de contraceptivos à sua disposição, incluindo a pílula, emplastros e injeções, todos com mais de 99% de eficácia. Porém agora a pílula anticoncepcional masculina está cada vez mais próxima da realidade.

Cientistas já descobriram uma forma segura de inibir a produção de esperma. O anticoncepcional é uma combinação dos hormônios testosterona, undecanoato de testosterona e enantato de noretisterona (Nete), usado em alguns anticoncepcionais femininos, e é aplicado através de injeções que são dadas a cada seis semanas. Como grupo controle também foi aplicado uma injeção só de testosterona em um grupo de homens. Ao final do estudo, a produção de esperma foi completamente interrompida em 13 dos 14 participantes recebendo a combinação de hormônios, mas em somente sete dos 14 que tomaram apenas testosterona. Os efeitos colaterais desse método ainda não foram esclarecidos e ele ainda não se encontra no mercado, estando em fase de testes.

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O anticoncepcional é uma combinação dos hormônios testosterona, undecanoato de testosterona e enantato de noretisterona, e é aplicado através de injeções que são dadas a cada seis semanas. Foto: Reprodução/acidade

Uma outra forma nova de se criar um anticoncepcional masculino foi descoberta na Austrália no final do ano passado. Testes em camundongos mostraram que o esperma poderia ficar “armazenado” durante o sexo, sem afetar o desempenho sexual. Segundo os cientistas, os métodos existentes até agora levavam a infertilidade, uma diminuição do apetite sexual ou como consequência principal uma alteração permanente na capacidade de produzir esperma. O novo contraceptivo aparenta ser seguro, não hormonal e reversível. A pílula funciona ao deletar geneticamente duas proteínas o que bloqueia a liberação de espermatozoides durante o ato sexual. A remoção das proteínas em ratos geneticamente modificados resultou em animais machos que estavam completamente estéreis, mas continuavam a acasalar normalmente. Além disso eles não sofreram efeitos secundários e puderam ter uma prole normal.

Os métodos ainda estão todos na fase de testes e não se encontram disponíveis no mercado. É possível que em breve teremos mais uma boa opção para se evitar uma gravidez indesejada, não importando o gênero da pessoa.

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O contraceptivo em formato de pílula funciona ao deletar geneticamente duas proteínas o que bloqueia a liberação de espermatozoides durante o ato sexual. Foto: Reprodução/idealmt
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Fontes: boasaude e oglobo