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Chinesa de 24 anos descobriu que não tem cerebelo

Chinesa de 24 anos descobriu que não tem cerebelo
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Será possível uma pessoa viver sem uma parte do encéfalo?

 O encéfalo humano é o órgão matriz do sistema nervoso, sendo o principal responsável pelo controle e regulação das atividades corporais, desde ações mais simples até as mais complexas. E esse órgão é constituído por diferentes partes em que cada uma possui determinada função: cérebro, córtex cerebral, lobos, tálamo, hipotálamo, tronco cerebral e o cerebelo. Seria possível alguém sobreviver sem uma dessas partes do encéfalo?


Uma mulher de 24 anos, que mora na China, vive sem uma parte do seu cérebro, o cerebelo. Esse fato foi descoberto apenas através de uma tomografia computadorizada que possibilitou a imagem dentro do cérebro, mostrando que não existia o cerebelo e que em seu lugar se encontrava apenas o líquido cefalorraquidiano. O cerebelo compõem aproximadamente 10% do volume total do cérebro, sendo essencial no controle motor e da fala.

Diferentemente das demais pessoas, ela aprendeu a andar apenas aos sete anos de idade e também aprendeu a falar tardiamente, aos seis anos de idade. Apesar da notícia parecer extraordinária, essa mulher não foi a primeira que nasceu sem cerebelo, entretanto, foi a primeira, das outras oito pessoas que sobreviveu até a idade adulta sem ele.

Exames de imagem do cérebro da chinesa sem cerebelo. No local onde a estrutura deveria estar tem apenas um buraco preenchido com líquido cefaloraquidiano. Foto: Reprodução/tumblr

Ficar sem o cerebelo não deve ser muito fácil, pois esta é a parte do encéfalo responsável pela manutenção do equilíbrio e pelo controle do tônus muscular e dos movimentos involuntários, bem como pela aprendizagem motora. Dependemos do cerebelo para andar, correr, pular, andar de bicicleta, entre outras atividades. O termo cerebelo  significa “pequeno cérebro“.

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O cerebelo é a parte do encéfalo responsável pela manutenção do equilíbrio e pelo controle do tônus muscular e dos movimentos involuntários, bem como pela aprendizagem motora. Foto: Reprodução/wikipedia

Mario Manto, especialista em distúrbios do cerebelo na Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica afirma que “Esses casos raros são interessantes para entender como o cérebro funciona em circuitos e compensa falta de peças” ou seja, que o cérebro pode ser um órgão adaptável.

Esquerda : o cérebro da chinesa faltando o cerebelo. Direita: Uma ilustração mostrando onde o cerebelo deveria estar.

Esquerda : o cérebro da chinesa faltando o cerebelo. Direita: Uma ilustração mostrando onde o cerebelo deveria estar. Foto: Reprodução/ newscientist

 Fonte: sciencealert e saude
Este texto é de autoria da Bióloga Nayara Castro

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