Curiosidades

Essa mulher foi considerada a mulher mais feia do mundo. Por causa disso, ela só foi enterrada 150 anos após sua morte

Essa mulher foi considerada a mulher mais feia do mundo. Por causa disso, ela só foi enterrada 150 anos após sua morte
Esse texto foi útil para você?

As atrações dos Circos de Horrores, famosos na Europa do Século XIX, tratavam pessoas com anomalias sem qualquer respeito. Julia Pastrana viveu toda sua vida dentro destes circos sendo exibida.

Julia, uma mexicana de origem indígena nascida em 1834, sofria de Hipertricose Laguminosa Congênita, uma doença em que o portador fica completamente coberto por um longa lanugem (cabelo) fino e sedoso, com exceção das palmas das mãos e dos pés. Além disso sua mandíbula e maxilar eram protuberantes e as gengivas hipertrofiadas resultando em feições siamescas (parecidas com o rosto de um macaco). A combinação de características especiais fazia com que ela passasse toda a vida sendo exibida nos “Freak Shows”, apesar disso, Julia era extremamente inteligente, falava diversas línguas, adorava ler, cantava e dançava muito bem.


Durante o século XIX, Julia que foi “comprada” (isso mesmo!) de sua mãe, e desenvolveu habilidades artísticas. Já adulta, recebeu o apelidos como “mulher macaco” e “senhora cabeluda” e rendeu muito dinheiro ao seu “dono” (Theodore Lent). Mesmo com suas anomalias Julia era extremamente graciosa e chegou a se casar por duas vezes. Inclusive, teve um filho com seu “dono” que também nasceu com este Hipertricose, mas não sobreviveu mais que 24 horas. Julia morreu aos 26 anos, alguns dias depois, devido a complicações do parto.

00025PQACIMJVR8V-C116-F4

Julia sofria de Hipertricose Laguminosa Congênita, uma doença em que o portador fica completamente coberto por um longa lanugem (cabelo) fino e sedoso, com exceção das palmas das mãos e dos pés. Foto: Reprodução/fakty

Como se não bastasse seu “dono” pagou para que um especialista mumificar os corpos da mãe e do filho que foram exibidos durante muitos anos em uma espécie de cabine de vidro. Seu final também foi trágico: morreu louco e na miséria completa!

Os corpos mumificados de Julia e do filho reapareceram  no ano de 1921 e ficaram expostos no Instituto Forense de Oslo na Noruega. Somente em 2005, a artista plástica Laura Anderson iniciou uma campanha que resultou em uma batalha judicial, em que pedia o sepultamento de mãe e filho. Felizmente, em fevereiro de 2013, os corpos foram enterrados no México, terra natal de Julia.

6c487d261e8dc78cfa42bdc8b11129c7

Seu “dono” pagou para que um especialista mumificar os corpos da mãe e do filho que foram exibidos durante muitos anos em uma espécie de cabine de vidro. Foto: Reprodução/pinterest

image

Felizmente, em fevereiro de 2013, os corpos foram enterrados no México, terra natal de Julia. Foto: Reprodução/diarioadn

 

Fonte: wikipedia

 


Novidades

Topo