Animais

Para onde vão os pernilongos no inverno?

“Onde ficam os pernilongos durante o inverno? Percebo que nessa época eles desaparecem!”     (Íris Barreto)

 Íris, o nome “pernilongo”, uma referência às longas pernas do inseto, é o tratamento popular dado a vários mosquitos da família Culicidae, sendo os mais conhecidos o Aedes aegypti (transmissor da dengue), o Anopheles sp. (vetor da malária) e o Culex sp. (pernilongo caseiro). O tamanho varia, mas é raramente maior que 15 mm. O peso dos mosquitos é apenas de 2 a 2,5 miligramas, conseguem voar de 1,5 a 2,5 km/h e na fase adulta, eles vivem, em média, de 30 a 90 dias. Os estudos afirmam que os mosquitos existem desde o Jurássico médio, ou seja há 170 milhões de anos. Somente as fêmeas que picam e sugam o sangue dos mamíferos para maturação dos ovos e os machos se alimentam da seiva das plantas.


Os pernilongos realmente somem nos dias frios do inverno, mas não por opção, eles simplesmente morrem nessa época do ano, pois não suportam as baixas temperaturas. Em geral, os pernilongos adultos morrem quando as temperaturas caem para perto dos 15ºC. Este insetos só não desaparecem totalmente porque nem todos os indivíduos estão na fase adulta nessa época do ano, muitos são ovos, estão empupados ou em fase larval.

O ciclo de vida dos mosquitos é dividido em ovo, larvas, pupa e adultos. Esse ciclo é chamado de desenvolvimento holometábolo, o que quer dizer um desenvolvimento completo, não apresentando, portanto, um mosquito “filhote” que se torna adulto. Assim, durante o inverno, os ovos e as larvas do pernilongo passam a ter um metabolismo muito lento, que retoma seu desenvolvimento normal quando as temperaturas sobem. Estas fases aquáticas são mais duradouras e resistem bem ao inverno.

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Várias larvas de Culex sp. Nesta fase, com a queda no metabolismo, elas suportam bem as baixas temperaturas. Foto: Reprodução/wikipedia

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Para quem não conhece, aí está uma linda pupa de mosquito. Nesta fase ainda fica na água. Foto: Reprodução/medent

Fontes: mundoestranho, wikipedia

Este texto é de autoria do Biólogo Paulo Alex

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