Diarreia tira efeito da pílula anticoncepcional?

“Tomei meu anticoncepcional hoje e duas horas depois tive uma forte diarreia. Fiquei sabendo que diarreia tira efeito do anticoncepcional. Isso é verdade?” (Isadora Maya)

Oi Isadora! Olha só, os anticoncepcionais agem impedindo a ovulação, sendo muito eficazes quando usados de forma correta. As pílulas podem ser feitas com hormônios combinados ou de forma isolada e além de evitarem a concepção também diminuem sinais como a acnes, cólicas, regulando assim o fluxo menstrual.

Para que a pílula funcione como se espera, ela deve penetrar na nossa corrente sanguínea. Para que isso aconteça, a pílula necessita ser absorvida, e isso acontece na porção superior do trato intestinal, ou seja, no intestino delgado. Assim, se não der tempo para que a drágea seja absorvida, o seu efeito fica comprometido. Normalmente, a pílula demora em torno de 4 horas para ser absorvida completamente, durante uma diarreia todo o “trânsito intestinal” se torna acelerado, deste modo o seu efeito está comprometido por não ter tempo de ser absorvida. Então, é aconselhável após um quadro de diarréia (que também serve para o vômito), ingerir uma nova pílula, já que o processo de absorção ainda não deve ter sido finalizado. No entanto, se a diarreia vier depois de 4 horas da ingestão da pílula tudo bem, não há problemas.

Algumas pessoas costumam questionar o fato de que a diarreia acontece no trato intestinal inferior, enquanto a pílula é absorvida bem mais acima. Sim, isso é verdade, no entanto, quando estamos com diarreia todo o trânsito intestinal é acelerado e a pílula acaba passando pelo trato intestinal superior tão rapidamente que não dá tempo para que seja absorvida e vá parar na corrente sanguínea.

Além das pílulas anticoncepcionais é importante lembrar que um contraceptivo assessório como a camisinha é um excelente método que não só evita uma gravidez não desejada, como também previne doenças.

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Se a diarreia vier depois de 4 horas da ingestão da pílula tudo bem, não há problemas. Foto: Reprodução/sexualidad
Fonte: Unifesp e LinkSaudável
Texto de Thailine Costa - Bióloga