Anomalias e doenças

Como os antidepressivos agem no organismo?





 “Gostaria de saber como agem os antidepressivos no organismo. Como eles interferem no cérebro da pessoa?” (Renan dos Santos)

A depressão é um transtorno de humor crônico e contínuo que afeta cerca de 350 milhões de pessoas, gerando forte impacto na qualidade de vida da pessoa e de seus familiares. Seus principais sintomas são sentimento de tristeza, culpa, pessimismo, perda de interesse ou prazer, distúrbios do sono ou apetite, falta de concentração e aumento da irritabilidade. Diferencia-se do estado de tristeza ou melancolia por ser uma condição duradoura de origem neurológica. É uma doença séria, portanto não deve ser tratada como frescura, trauma ou algo do tipo.


É a quarta causa mais importante de inaptidão e é esperado que se torne a segunda até 2020. Em casos graves existe o risco contínuo de suicídio, cometido por cerca de 1 milhão de pessoas a cada ano. Em sua forma mais leve, as pessoas podem ser tratadas sem medicamentos, mas quando a depressão é moderada ou grave podem precisar de tratamentos com especialistas e medicamentos.

Nosso humor é controlado por neurotransmissores produzidos pelos neurônios, e acredita-se que a depressão acontece quando há diminuição desses neurotransmissores, principalmente de serotonina, dopamina e noradrenalina. Contudo, o mecanismo exato que desencadeia a doença ainda é incerto e há sugestões de que ocorre participação dos sistemas endócrino e imunológico.

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Os antidepressivos aumentam a concentração de neurotransmissores, principalmente a serotonina. Foto: Reprodução/CelebOnline

Os antidepressivos agem diretamente no cérebro, aumentando a concentração de neurotransmissores. Isso é possível inibindo a reabsorção do neurotransmissor (chamada de recaptação neuronal), já que a reabsorção diminui o efeito do neurotransmissor. Os mais usados hoje são os que inibem a recaptação de serotonina (fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram e fluvoxamina) por apresentarem menos efeitos colaterais. Estudos comprovam que aliar ao medicamento exercícios físicos e atividades prazerosas para o paciente ajudam na cura da doença.

Os efeitos colaterais mais comuns dos antidepressivos são alteração do sono e apetite, alterações gastrintestinais (diarreia ou prisão de ventre), retenção urinária, alergias de pele, sudorese, diminuição da libido ou retardo da ejaculação, aumento ou diminuição de peso, náusea, tontura, tremores. Alguns podem até aumentar a ansiedade e agitação nos primeiros dias de tratamento e por tempo limitado. Os efeitos variam de uma pessoa para outra.

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Os mais usados hoje são os que inibem a recaptação de serotonina (fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram e fluvoxamina) por apresentarem menos efeitos colaterais. Foto: Reprodução/especislista24

Fontes: Who, Scielo

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