Curiosidades

Por que a espuma de sabonete e detergente coloridos é branca?

“Eu adoro o Diário de Biologia e tenho uma dúvida que me acompanha desde criança. Nem sei se é uma dúvida de biologia, mas queria saber porque os detergentes nas cores vermelho, verde e amarelo fazem espuma branca.” Cristiano D. Oliveira




Cristiano, a coloração do sabonete e do detergente concentrados é devido a adição de corantes na sua fórmula. Essa cor não é transferida para a espuma que essas substâncias formam. Ao dissolvermos detergente colorido em uma grande quantidade de água limpa, seguido de agitação, a espuma pode se formar. Mas as paredes das pequenas bolhas de sabão são finas e transparentes e a quantidade de corantes é mínima e, portanto, imperceptível aos nossos olhos.

A espuma é um amontoado de bolhas. O fato de enxergarmos a espuma branca, mesmo as bolhas sendo transparentes, se dá devido à forma como nossos olhos enxergam as cores. Quando uma luz incide sobre uma bolha, ocorrem dois fenômenos ópticos: a refração e a reflexão. Na refração, uma mudança de velocidade dos raios de luz que atravessam a bolha faz com que a luz branca (a luz do sol) se separe em várias cores. Isso pode ser comprovado ao observarmos que uma bolha maior possui algumas manchas coloridas. No fenômeno da reflexão, uma pequena parte de luz incidente é refletida e, portanto, segue a cor da luz do sol, que é branca.



No fenômeno da refração, uma mudança de velocidade dos raios de luz que atravessam a bolha faz com que a luz branca (a luz do sol) se separe em várias cores…

Na espuma, os fenômenos ópticos de refração e reflexão ocorrem ao mesmo tempo em todas as minúsculas bolhas que a formam. Nossos olhos enxergam o branco quando as cores aditivas primárias (azul, verde e vermelho) ocorrem simultaneamente. É isso que acontece na espuma, ou seja, a emissão das cores primárias chegando a nossa retina ao mesmo tempo, que resulta na cor branca.



Nossos olhos enxergam a espuma branca quando as cores aditivas primárias (azul, verde e vermelho) ocorrem simultaneamente

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FONTE: Nova Escola

3 comentários

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  1. Pela mesma razão que uma bolha de espuma é transparente, mas a espuma toda é branca. A primeira coisa que a gente precisa esclarecer é que o gelo não é totalmente transparente – ou seja, os raios de luz que iluminam o gelo não passam direto por ele. Os cientistas dizem que o gelo é translúcido: isso significa que os raios de luz que incidem sobre ele não saem na mesma direção em que entram. Esse lance rola porque tanto os cubos de gelo quanto a neve são formados por minúsculos cristais de gelo. Quando esses cristais são iluminados, cada um deles desvia um pouquinho os raios de luz. No caso do cubo de gelo, como o número de cristais é limitado, o desvio da luz é pequeno, o que nos deixa a impressão de que eles passam direto. Na neve, a quantidade de cristais é tão grande que os raios de luz ficam sendo desviados em cada cristal. Com esse bate-rebate, eles acabam voltando para o ambiente. O que a gente enxerga dessa reflexão é a própria cor da luz do Sol, o branco. Nesse ponto, pode aparecer uma outra dúvida comum: se a neve é branca, por que as geleiras parecem azuis? O negócio é que nas geleiras, os cristais de gelo são bem maiores que na neve. Com cristais grandes, a luz consegue penetrar mais fundo no gelo. E aí, os cristais grandões vão absorver as ondas de algumas cores que formam os raios de luz branca (você sabe: o branco é a soma de todas as cores) e refletir as ondas de outras cores. Nesse caso, as ondas mais próximas do vermelho são absorvidas e as mais próximas do violeta e do azul voltam para o ambiente e são percebidas pelos nossos olhos. Por isso, a gente tem a impressão de que na geleira é tudo azul.

  2. As cores físicas que vemos são resultado do reflexo da luz nos pigmentos de tinta, resultando nas cores que nossos olhos enxergam.

  3. Os nossos olhos enxergam “do vermelho ao violeta”. A luz tem várias frequências e essas frequências são as cores que enxergamos. Certo, mas nossos olhos não enxergam todas as frequências de luz. Ainda bem, senão seria o caos.

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