Animais

Será que existem mamíferos venenosos?

“Eu adoro o Diário de Biologia. Tenho 13 anos e estou sempre lendo este site. Queria saber se existem mamíferos com veneno.” João Pedro




Apesar de serem bem raros, João, eles existem sim. O ornitorrinco que é um mamífero meio ave que gosta de água e pode ser encontrado na Austrália e na Tasmânia. Algumas espécies de musaranho (gênero Suncus) e o solenodonte (gênero Solenon). Esses três mamíferos apresentam toxina, mas não o bastante para matar um homem.

O ornitorrinco é um dos animais mais estranhos do planeta: tem corpo peludo, bico de pato e rabo de peixe (parecido com a de um castor), é um monotremado, ou seja, um mamífero que bota ovos. É carnívoro, alimenta-se de insetos, vermes e crustáceos de água doce. Apesar de ser um mamífero, possui diversas adaptações para a vida em rios e lagoas, entre elas as membranas interdigitais, nas patas dianteiras como um pato. Os ornitorrincos recém saídos do ovo ainda apresentam um dente similar ao das aves (um carúnculo), utilizado na abertura da casca, mas os adultos não possuem dentes. O veneno vem dos machos que possuem esporões venenosos nas patas, que são utilizados principalmente para defesa territorial e contra predadores.

O solenodonte (ou almiqui) parece um rato gigante com nariz comprido e vive apenas na região do Caribe, na América Central. São mamíferos insetívoros. Contém um único gênero Solenodon. Este animal é um verdadeiro fóssil vivo, de cujos antepassados foram encontrado ossos que datam de há 30 milhões de anos. Seu corpo tem um comprimento de 28 a 32 cm e a sua cauda mede de 17 a 27 cm. Tem hábitos noturnos e seu veneno vem de glândulas de veneno localizadas abaixo do segundo incisivo de cada lado. Isso faz com que sua saliva seja venenosa. Seu veneno é muito ativo: quando dois destes animais se encontram e brigam, ocorre que um dos dois morre envenenado por causa das mordidas do rival.



O musaranho é mais conhecido por ser um dos menores mamíferos do mundo. É cheio de esquisitices come mais que um elefante, tem o metabolismo tão rápido quanto o de um beija-flor. O corpo é tão pequeno, leve e rápido que desafia as leis da física podendo atravessar um lago sobre as águas sem afundar. O seu veneno vem de glândulas salivares e a toxina é tão forte quanto a das serpentes, no entanto, não é capaz de matar um homem.

FONTE: Mundo Estranho e Wikipedia



6 comentários

6 Comments

  1. Juliana

    em

    Faltou falar do Lóris, um primata pequenino que possui glândulas de veneno nos braços. Eles produzem seu próprio veneno, um óleo espesso, marrom e com cheiro ruim que quando misturado a saliva se transformam em substância letal para pequenos animais. Já houve relatos de morte em humanos por choque anafilático após serem mordidos pelo lóris.
    Eles lambem os cotovelos para misturar o veneno com a saliva.

    No youtube, o vídeo de um simpático lóris que ganha carinho bombou e após isso a procura por lóris como pet aumentou.

    http://www.youtube.com/watch?v=vAVa536flD4

    Eles são encontrados em todo o sul da Ásia, na Indonésia ocidental, em ilhas isoladas do Oceano Índico.
    Correm risco de extinção por causa do tráfico de animais (para pet, para a pele e para uso medicinal) e por causa do desmatamento do seu habitat.
    Eles são geralmente encontrados no alto das árvores em florestas tropicais, preferindo áreas quentes e de baixa altitude. Possui hábito noturno.

  2. em

    Que interessante, só sabia do ornitorrinco e do musaranho!
    Sempre bom saber curiosidades novas! =)

  3. Kleber

    em

    Nossa esse musaranho é igual o Lagarto Jesus Cristo (Basiliscus basiliscus) ele caminha sobre as águas u.u

  4. Muito interessante, é sempre bom agregar conhecimentos!

  5. Ramonna

    em

    Foi descoberto que uma espécie de primata (Nycticebus kayan) tambem tem uma mordida tóxica.
    Encontrei isso na publicação da National Geographic recentemente:
    http://news.nationalgeographic.com/news/venomous-primate-discovered-in-borneo/

    =)

  6. Fernando rafael

    em

    muito bom seu site parabens.

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