Alimentação

Se tirarmos o pedacinho mofado do pão, ainda podemos comê-lo?

Pão mofado: Se tirar a parte com mofo, pode comer? Faz mal?

“Sempre que algum alimento mofa, como o pão, por exemplo, a gente tem o hábito de tirar o pedaço mofado e comer. E se o pão for torrado, podemos comer? Isso está certo?” Débora de Vasconcelos

De jeito nenhum Débora, pois o bolor visível na superfície do alimento é como se fosse apenas a ponta do iceberg. O bolor nada mais é do que fungos compostos de três partes: filamentos de raiz, que penetram no alimento; um caule, que sobe à superfície; e esporos, que se formam no final do caule. Isso significa que quando o caule estiver visível, os filamentos da raiz, chamados de hifa, já estarão totalmente incrustados no alimento, então nem pense em comer.

Alguns tipos de bolor podem causar fortes reações alérgicas, incluindo problemas respiratórios em pessoas mais suscetíveis. Em outras variedades, os filamentos da raiz produzem substâncias tóxicas chamadas de micotoxinas que podem ocasionar doenças graves. Torrar o pão mofado mata o fungo, mas, na maioria das vezes, não inativa a toxina produzida por ele, pois esta é resistente ao calor.




O bolor pode estar presente na forma de pontinhos verdes espalhados pelo pão ou em outros alimentos com diferentes aparências: tapete cinza que recobre um pedaço de mortadela esquecido na geladeira, poeira branca por cima do Cheddar, círculos pequenos e de textura aveludada encontrados nas frutas e aquela penugem que nasce nos copos de geleia.

O lado bom

O bolor também pode ter um lado bom. O  bolor “do bem” pode ser encontrado nos queijos gorgonzola e roquefort e um tipo comum de bolor de pão foi o precursor de uma das maiores descobertas médicas de todos os tempos, a penicilina. Além disso, o bolor tem um papel fundamental na decomposição do lixo orgânico.



Pão mofado: Se tirar a parte com mofo, pode comer? Faz mal?

Se um pão com bolor for examinado no miscroscópio, é assim que será visto. Você acha que podemos comer isso??



 

13 comentários

13 Comments

  1. Leidi

    em

    Bem interessante o site e bem esclarecedor. Parabéns

    • cassiano ribeiro

      em

      FUNGOS NÃO POSSUEM CAULE!
      OCORREU UM ERRO NA REPORTAGEM POIS OS FUNGOS NÃO POSSUEM CAULE E SIM UMA ESTRUTURA DENOMINADA ESTIPE.

  2. Joãozinho

    em

    Lembrando que os fungos possuem um tecido primitivo chamado de micélio, e este é formado por células mono ou binucleadas (as hifas). E a partir desse tecido primitivo há o micélio reprodutivo, o qual fica para “fora” do alimento e realiza a reprodução por esporos, e o micélio vegetativo, o qual encontra-se “enraizado/dentro” do alimento e é responsável pela alimentação extracelular do fungo. Logo, ao retirar-se o pedaço de cima de um alimento, você está apenas retirando o micélio reprodutivo; e, assim, o micélio vegetativo continuará alimentando-se do substrato e acabará dando origem a outro micélio reprodutivo; acaba sendo um “ciclo”.

    • Alessandro

      em

      Não entendi patavinas. Prefiro o “caule” e a “raiz”. Nada pedagógico o que você escreveu.

  3. Marcio

    em

    caule e raiz em fungo?! mudaram a classificação? ou os fungos agora estão absorvendo nutrientes do solo (neste caso do pão) e estão fazendo fotossintese? através do “caule”?

  4. Ana Kaori

    em

    Eca, eu ja comi um bolo mofado, sem ver que estava mofado. Que nojooooooooo! Mas eu não passei mal… Muito bom o site… Parabens.

  5. Gerson

    em

    Enfim algo com cultura no ”face”. Sou fã do Diário de Biologia.

  6. Luciano Cardoso

    em

    Muito legal. Site com informações corretíssimas e muito esclarecedor.

  7. pedro

    em

    Acredito que traduziram e adaptaram o texto sem utilizar os termos técnicos apropriados. Mesmo assim foi muito esclarecedor.

  8. LUÍS HENRIQUE

    em

    O bolor encontrado no pão nada mais que o da variedade piniciliniun. Até meados dos anos 30, esse tipo de pão era servido a pessoas portadoras de alguma infecção, devido ao seu efeito antibiótico. Mas atenção, nem sempre o piniciliniun é encontrado isolado, pode ocorrer outras variedades mais perigosas numa mesma cultura.

  9. Diego Spurio

    em

    Mta gente pra criticar porém é ruim se colocar os termos técnicos, já que tem mtas pessoas que são leigas no assunto lendo os artigos… Creio que o autor quis escrever de uma forma mais ” compreensiva” do que “técnica”…

    Por exemplo, tenho meu sobrinho de 12 anos que é viciado no Diários de Biologia… imagine ele lendo estipe, micélio e etc…iria fazer uma confusão na cabeça dele ou de qualquer outro leitor leigo no assunto…

    Sou Residente em Clínica Médica e adoro o site…

    Abraços e Agradeço pelo atenção.

  10. Rafael

    em

    parabéns gostei demais desse site parabéns, mesmo!!!

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