Curiosidades

Como nosso corpo reconhece o vírus da gripe?





“Meu nome é Rafael e eu tenho 9 anos. Não consigo entender quando o vírus entra no corpo, como o corpo fica sabendo que tem um causador de doença? Não entendo onde fica o sistema imunológico.” Rafael

Querido Rafael, é um pouco difícil explicar sobre imunidade em uma linguagem que uma criança da sua idade entenda, mas vamos lá! Nosso sistema imunológico fica por todo lado é formado por células e órgãos que evoluíram para nos defender contra os microrganismos que causam infecção, numa guerra imunológica. Grande parte do trabalho nesta guerra é realizada por células especializadas, cada tipo com uma função específica. Os famosos anticorpos são produzidos por estas células, eles são proteínas e cada um responde a um antígeno específico (bactéria, vírus ou toxina).


Quando o vírus invade nosso corpo logo encontram o nosso exército imune, da qual fazem parte as células brancas do sangue chamadas “macrófagos” (conhecidas por serem apresentadoras de antígenos). Os macrófagos agarram e engolem tantos vírus quantos consigam, aprisionando-os em pequenas bolhas dentro deles (uau!!!). Mas como eles sabem que os vírus são inimigos? Bem, todas as células e bem como os vírus usam um tipo de “uniforme”, feito de moléculas marcadoras que cobrem as suas superfícies. Tanto as células quanto os vírus mostram moléculas que são únicas, só suas (é como se fossem a impressão digital).

Os macrófagos e as outras células imunes não são nada bobas, elas reconhecem o “uniforme” usados pelas células e germes benéficos do próprio corpo. A presença dos inimigos (vírus, bactérias, fungos…) que podem causar doença, é logo percebida pois eles usam o “uniforme” diferente. Essas moléculas que estimulam o sistema imune a reagir são os chamados “antígenos”.

Localizado o inimigo, os macrófagos-comilões engolem a maior parte dos vírus que conseguem, mas eles poupam parte do antígeno e os “levam” para as “bases do exército” do sistema imune, os chamados “linfonodos”. Os linfonodos são nódulos do tamanho de feijões que ficam espalhados por todo o corpo, e são os pontos de encontro das células do sistema imune. Chegando ao linfonodo e carregando informações do inimigo (antígenos), eles mostram para as outras células do sistema imunológico para que depois disso, todas elas sejam capazes de destruir o inimigo que usar aquele uniforme. Ou seja, os macrófagos mostram os antígenos do vírus para as células brancas de defesa chamadas “linfócitos”, fazendo-as entrar em ação.

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Nosso sistema imunológico fica por todo lado é formado por células e órgãos que evoluíram para nos defender contra os microrganismos que causam infecção, numa guerra imunológica. Grande parte do trabalho nesta guerra é realizada por células especializadas, cada tipo com uma função específica.

Enquanto nossos guerreiros do exército imunológico atuam para livrar nosso corpo da gripe, a gente se sente péssimo, fica de cama, dá febre, coriza, dor de cabeça. Se o nosso sistema imunológico estiver fortalecido, logo  começa a mostrar sinais de vitória. As células vão eliminando o vírus mais rápido do que ele consegue se multiplicar. Mas uma coisa é importante: uma vez reconhecido pelo sistema imunológico  as células de defesa sempre estarão prontas para derrota aquele vírus. Por isso é difícil pegarmos a mesma virose duas vezes!

Propriedades do nosso sistema imunológico

O organismo reconhece e reage com a produção de anticorpos específicos contra determinado agente infeccioso.

O sistema imunológico é capaz de reconhecer milhares de tipos de microorganismos, bastante diferentes uns dos outros, e de desencadear contra cada tipo uma resposta adequada.

As células têm uma grande sensibilidade diante de substâncias estranhas que invadem o corpo. Mesmo diante de pequenas quantidades de antígenos, as células se excitam e desencadeiam uma intensa mobilização da nossa defesa.

Uma vez que o sistema imunológico tenha entrado em contato com um agente infeccioso, poderá desenvolver células capazes de reconhecer esse agente, mesmo depois de várias décadas.

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Depois deste texto, acredito que minha legião de críticos de plantão vai exercitar seus dedinhos mandando emails. Desculpe… Mas, não saberia responder a uma criança de outra forma!

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