Um macho que vira fêmea?

Não existe uma pessoa que fique infeliz quando recebe uma promoção no trabalho. No mundo animal não poderia ser diferente. O peixe-palhaço pode receber uma “promoção” um tanto estranha!

Esses peixinhos são muito conhecidos pela sua convivência com as anêmonas-do-mar. No entanto, somente seis indivíduos, no máximo, podem conviver numa única anêmona, mas somente dois deles acasalam. Os demais, apenas residem ali, e são apenas tolerados pelos reprodutores, desde que não se atrevam a romper o pacto de hierarquia da residência.

A fêmea reprodutora é a “manda-chuva”,ela domina todos os outros além de serem maiores e mais bonitas. O macho reprodutor é o segundo maior em tamanho e beleza, e assim por diante. Cada peixe controla seu crescimento respeitando a hierarquia, se algum peixe presunçoso e invejoso se permita crescer mais do que o casal é impiedosamente expulso da anêmona e é jogado para o mar aberto onde acaba morrendo.

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Peixe-palhaço: as fêmeas são maiores que os machos e são elas que mandam no pedaço!

Por causa disso, o peixe-palhaço é bem cuidadoso sem relação ao crescimento e se a população viver em harmonia pode durar várias décadas. No entanto, caso algum peixe morra por alguma razão, aquele com o tamanho inferior se permite crescer e ser promovido. Mas se a fêmea reprodutora morre, o macho reprodutor assume seu lugar. Ou seja, ele se torna a fêmea “dona do pedaço” em um processo conhecido como “Protandria“, um hermafroditismo incompleto, na qual os órgãos sexuais masculinos são os primeiros a atingirem a maturidade e a tornarem-se ativos. No processo de crescimento e diante da perda da fêmea, as gônadas convertem-se em femininas tornando-se ativas.

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Para ser promovido o macho precisa se tornar uma fêmea.

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