Rapidinhas do mês!

30 junho, 2010

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Por que devemos evitar casamentos consanguíneos?

28 junho, 2010

“Em minha época de adolescente, meu primo e eu tivemos um namorico que atordoou toda família. Minha mãe até me levou ao médico para que ele me explicasse que poderíamos ter filhos “tortos e retardados”. Foi tão horrível que nunca mais ficamos. Hoje somos adultos e rimos da situação, mas a dúvida persiste: por que primo não pode ter filho com primo?” Kátia Louzada – Brasília/DF

Bem lembrado, Kátia. Este é um assunto que muito se comenta, mas pouco se explica. Antes de “tentar” explicar, é bom entender quem são os indivíduos consanguíneos. Bem, são considerados consanguíneas aquelas pessoas que apresentam pelo menos um ancestral comum e que ainda podem ter herdado um gene recessivo deste mesmo ancestral. Quanto maior o grau de consanguinidade (irmãos, pais e filhos, primos de primeiro grau), maiores são as chances disto ocorrer.

Os genes recessivos são aqueles que precisam estar em dupla dose para que a característica que determinam estar presente no organismo. Por exemplo, supondo que ter olhos azuis seja um caráter recessivo, isso significa que para que o olho da criança gerada seja azul, será necessário que o gene esteja presente duas vezes em seu organismo. Assim, para o olho azul manifestar é necessário que na formação o indivíduo este gene recessivo tenha uma origem materna e uma origem paterna. O mesmo serve para algumas doenças.

Algumas doenças que originam retardo mental, deformidades físicas, problemas metabólicos e são de origem genética. Geneticistas acreditam que cada um de nós possui pelo menos cinco genes recessivos que se tivessem em dupla, manifestaria uma doença genética. Para casais não aparentados as chances de que uma doença relacionada a genes recessivos aconteça em cerca de 3% dos casais. No entanto, em parentes próximos (irmãos, primos) as chances aumentam consideravelmente.

É fácil entender por que. Como nossos irmãos e primos compartilham de certa forma genes parecidos com os nossos, na união de duas pessoas com tais níveis de parentesco, as chances desses dos genes recessivos acontecerem é  muito grande.  Veja bem, se sua mãe herdou o gene recessivo dos pais, é obvio que sua tia também o herdaria e consequentemente você e seu primo também podem herdá-los, certo? Se você se casar com um primo legítimo, suas chances de manifestarem os genes recessivos para tais doenças é muito maior do que se você se casar com um não aparentado.

Essa consaguiniedade gera o que os geneticistas chamam de “homozigose por origem comum”, ou seja, os genes aconteceram em dose dupla e tiveram uma única origem (do mesmo ancestral: bisavô, avó, trataravô…). Abaixo, tentei fazer um esquema com cores que facilitará para as pessoas que não entendem de genética:

Clique na figura para visualizar o Heredograma em tamanho maior.

Hoje em dia, existem diversos estudos que procuram comprovar o contrário. Mas, na dúvida é melhor evitar um romance consanguíneo.

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Transplante de coração: Passo a passo

26 junho, 2010

“Karlla, sou fã do Diário de Biologia há mais de um ano. Leio todos os artigos. Nunca vi você falando sobre transplante de coração. Pode explicar um pouco sobre isso? Ana Paula – Belo Horizonte/ MG”
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Olá Ana,o transplante do coração já acontece a muito mais tempo do imaginamos e se tornou uma cirurgia indispensável em algumas doenças. Apesar de parecer estranho receber um coração de outra pessoa, o procedimento é um sucesso. Cerca de 90% dos receptores de transplante de coração conseguem viver normalmente, fazendo atividades físicas e retornando ao trabalho. Encontrei uma material muito bom na Revista Mundo Estranho, sobre este passo a passo  e achei que seria ideal para esclarescer sua dúvida. Confira:
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1. Quando um doador tem a MORTE CEREBRAL constatada, os médicos verificam se seu coração é saudável e pode ser doado. Após ser retirado, o órgão é mergulhado numa solução salina gelada, é recoberto por sacos plásticos e colocado em um isopor com gelo. Enquanto tudo isso ocorre, a Central de Transplante é avisada de que há um doador.
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2. A CENTRAL DE TRANSPLANTE, em geral vinculada às secretarias estaduais de saúde, controla as listas de todos os transplantes. No topo da lista fica quem precisa de um novo órgão com mais urgência. Se o “número 1″ não é compatível com o doador em questão – pesa bem menos ou tem sangue diferente, por exemplo – é chamado o número 2, e assim por diante.
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3. Se o PACIENTE que receberá o coração está em casa, ele é localizado pelo telefone. Se já está no hospital onde será feita a cirurgia, começa a ser preparado para a operação. É uma corrida contra o relógio: o tempo ideal entre a retirada do órgão doado e a chegada do coração no hospital do transplantado não pode passar de quatro horas.
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4. O TRANSPLANTE começa com a abertura do peito do paciente. Em seguida, o sangue dele é desviado do coração doente por meio de duas cânulas (pequenos tubos) colocadas nas veias cavas – as duas grandes veias por onde o sangue entra no coração. Essas cânulas passam a conduzir o sangue para uma máquina ao lado da mesa de operação.

5. Essa máquina de CIRCULAÇÃO EXTRACOPÓREA funciona como coração e pulmões artificiais: ela retira o dióxido de carbono do sangue e o oxigena. A seguir, uma bomba devolve o líquido para o paciente por meio de outra cânula, que é ligada à aorta – grande artéria por onde o sangue sai do coração para percorrer o corpo todo.

6. O passo seguinte é colocar o NOVO CORAÇÃO. Os médicos costuram os principais segmentos do órgão doado às partes correspondentes do velho coração que permaneceram no peito do paciente. Quanto tudo já está conectado, a circulação sanguínea do órgão é restabelecida.

7. Após cerca de quatro horas de cirurgia, o transplante acaba e o médico especialista se retira. Cabe à sua equipe fechar o peito do paciente e finalizar os procedimentos cirúrgicos. Em geral, após 15 dias de recuperação no hospital, o TRANSPLANTADO volta para casa com um coração novo no peito.

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Sapo, perereca e rã, qual a diferença?

24 junho, 2010

Karlla, sempre que vou diferenciar os sapos, pererecas e rãs  chamo de sapo, sapinho ou sapão, mas sei que existe uma diferença. Pode dar essa aulinha pra gente? Luiza Saldanha – Santo André/SP

Existe uma diferença sim, Lu. Mas antes de falarmos das diferenças, têm algumas informações sobre este grupo de animais que vocês precisam saber: Os sapos, as pererecas e as rãs são Anfíbios da ordem Anura. Esses anfíbios não possuem cauda, sofrem metamorfose e apresentam a pele úmida e com pouca queratina (proteína impermeabilizante), por isso geralmente são vistos em locais úmidos. Por causa disso, possuem a pele rica em glândulas mucosas, que a mantêm sempre úmida e permeável. Os pulmões nesses animas são tão simples que se tornam insuficientes para as necessidades respiratórias. Assim, a respiração cutânea (pela pele) também é fundamental.

As RÃS possuem hábito aquático, vivem na proximidade de lagos ou outros lugares úmidos. São capazes de mover-se adequadamente fora d’água, contudo são muito mais hábeis durante a natação. São animais de pele lisa, possuem membranas interdigitais (entre os dedos) dos membros posteriores, como se fosse um pé de pato, essas perninhas de trás são bem mais longos do que dos sapos e pererecas.  As rãs são os únicos anuros que podem ser ingeridos, portanto pode comer bolinho de rã a vontade, que não fará nenhum mal!

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As PERERECAS são anuros de pequeno porte que são comumente encontrados em paredes, ou sobre árvores. Isso porque apresentam expansões na ponta dos dedos em forma de ventosas, que provovem adesão (lamelas adesivas). Essas expansões permitem que possam preder  em superfícies, destacando sua capacidade de explorar o mundo vertical. Possuem também uma pele bem lisa e seus membros são bastante desenvolvidos.

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Os SAPOS são mais independentes da água que as rãs e pererecas, podem ser encontrados em lugares mais secos, longe dos corpos d’agua. O que os diferencia dos demais anuros é a pele muito rugosa e seca e o membros posteriores mais curtos. Ainda possuem possuem glândulas denominadas paratóides, situadas atrás dos olhos, um local estratégico para sua defesa do ataque de um predador. Essas glândulas têm poros por onde saem um líquido branco leitoso que tem propriedades cáusticas (causa queimaduras e irritação). Cuidado!

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Assim, fique de olho nos anuros: Se tiver pele enrugada e glândulas de veneno, é SAPO. Se tiver pele lisa e discos adesivos na ponta dos dedos, é PERERECA e se o bichinho for de pele lisa, mas tiver membranas entre os dedos, é RÃ… Nunca mais esqueça!!! :wink:

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Por que não podemos respirar debaixo d’água como os peixes?

22 junho, 2010

“Adoro seu blog. Sou viciada nas novidades! Minha dúvida é: Se a água é composta de oxigênio e hidrogênio, por que não podemos respirar embaixo d’agua e os peixes podem? “ Maria Lúcia – Itabira/MG

Ótima pergunta Maria Lúcia. Uma coisa interessante sobre os produtos químicos é que quando eles reagem entre si, acabam formando compostos que não parecem em nada com os elementos originais. Por exemplo, se você reagir de carbono, hidrogênio e oxigênio pode obter a glicose (C6H12O6). Se você reagir os mesmos elementos de outra maneira pode ter o C2H4O2 (vinagre). Outra combinação resulta no etanol (C2H5OH). Glicose, álcool e vinagre não são nada parecidos, mas temos que concordar que eles são todos feitos a partir dos mesmos elementos, não é?

No caso do gás de hidrogênio e oxigênio, se reagirem da maneira correta resulta na água líquida (H2O). A razão pela qual não podemos respirar água líquida é porque o oxigênio usado para fazer a água está vinculado a dois átomos de hidrogênio, e não podemos respirar o líquido resultante. O oxigênio é inútil para nossos pulmões na forma de água.

O oxigênio que o peixe respira não é aquele contido na água. Neste caso, o peixe está respirando gás oxigênio (O2) que é dissolvido na água. Muitos gases diferentes se dissolvem em líquidos, e vemos um exemplo, o tempo todo em bebidas gasosas, como refrigerante, água gaseificada… Nessas bebidas, há tanto gás quanto de carbono dissolvido na água que forma aquelas bolhas.

Os peixes possuem uma estrutura especializada para respirar o oxigênio dissolvido da água: as brânquias (guelras). Elas são constituidas por finas lamelas, dentro das quais cicula uma maior concentração de sangue, que recebe o oxigênio da água. Ao mesmo tempo o gás carbônico é eliminado. Tais lamelas são extremamente delgadas e, assim, muito frágeis. Acontece que a extração do oxigênio não é muito fácil (o ar tem algo como 20 vezes mais oxigênio do que o mesmo volume de água). A água é muito mais pesada e mais espesso do que o ar (claro!), por isso é preciso muito mais trabalho para movimentá-la. A principal razão pela qual as brânquias ajudam os peixes na respiração é o fato de que os peixes são de sangue frio, isso reduz suas necessidades de oxigênio. Animais de sangue quente, como as baleias precisam respirar ar como nós fazemos, porque seria difícil extrair oxigênio suficiente usando guelras.

Os seres humanos não conseguem respirar embaixo da água porque nossos pulmões não têm área de superfície suficiente para absorver o oxigênio da água, e a estrutura de nossos pulmões é adaptada para lidar com o ar, e não com a água. No entanto, houve experimentos com homens respirando outros líquidos, como fluorcarbonetos. Os fluorcarbonetos podem dissolver oxigênio suficiente, e nossos pulmões podem retirar o oxigênio.

Não podemos respirar embaixo d’agua porque nossos pulmões não são especializados para extrair o Oxigênio dissolvido na água!

As Brânquias são formadas por pequenas lamelas especiliadas em capturar o Oxigênio dissolvido na água. Elas são irrigadas com muito sangue.

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FONTE

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O que causa sarna na pele?

20 junho, 2010

Meu cachorro tá com sarna. Não sei o que fazer. O que causa sarna? é um fungo? Isso pode pegar na gente? Elis Ângela –  Brasília/ DF
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Elis o melhor é levar logo o seu cãozinho ao veterinário.  A sarna – também chamada de escabiose – não é causada por fungos. Na verdade é uma doença parasitária, causada por uma ÁCARO chamado Sarcoptes scabiei. A sarna que atinge o ser humano é diferente da sarna dos cães. No entanto, existe uma variação do ácaro que pode ocorrer nos cães e contaminar pessoas. É melhor prevenir. O ditado popular: “Fulano está arrumando sarna para se coçar. ” não é à toa. O principal sintoma desta doença é a coceira intensa e intolerável que ela causa.
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Se você acha que a sarna se associa exclusivamente à falta de higiene, enganou-se. Para se pegar sarna, basta ter contato com uma pessoa com o problema. É uma doença contagiosa transmitida pelo contato direto de pessoa para pessoa ou animal. Roupas contaminadas também são transmissoras. O ácaro vive dentro da camada superficial da pele cavando túneis  onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão em cerca de 7 a 10 dias dando origem a novos parasitas.
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Os túneis geralmente não são visíveis pois com o ato de coçar, a escoriação causada na pele esconde estas formações. O que se encontra na maioria dos casos é pequenos pontos escoriados ou recobertos por crostas em consequência da coceira. É possível a infecção secundária destas lesões com surgimento de pústulas e crostas amareladas. A exposição é mais comum em casas de repouso, asilos de velhos, hospitais e creches. A escabiose também pode ser transmitida no ambiente domiciliar e por contato sexual. Normalmente, para diagnosticar é feita uma raspagem na pele em busca dos ácaros, seus ovos ou fezes.
:o  Roupas infestadas com ovos e adultos!
Imagem de Microscopia eletrônica, mostrando os ácaros na pele.
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