Lista dos 5 MAIS… Insetos mais agressivos!

27 fevereiro, 2010

ASILÍDEOS, gostam dos grandões: São moscas predadoras de vários insetos: abelhas, grilos, esperanças e outros. Os asilídeos não tem medo de nada, geralmente, atacam insetos grandes, muitas vezes maiores que si próprio. Aqui está devorando uma libélula muito maior. Algumas espécies preferem atacar o inseto durante o vôo, outros aproveitam o momento de descanso.

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LIBÉLULAS, predadoras implacáveis: O Biólogo vê coisas que outra pessoa não veria. As libélulas parecem lindas e indefesas, mas são muito agressivas. São predadoras em todas as fases de vida. Como as larvas são aquáticas, se alimentam de outras larvas de peixes e insetos. Os adultos adoram qualquer tipo de inseto, inclusive outras libélulas como mostrado na figura.

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JOANINHAS, nada “boazinha”: Todo mundo acha a joaninha “um amor de inseto”, mas mal sabem que no seu mundo são temidos predadores agressivos. Joaninhas geralmente se fartam de pulgões sem dó nem piedade!

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FORMIGAS-TOURO, mandíbulas de dar medo: Essas formigas são super perigosas. Possuem mandíbulas enormes, capazes de arrancar a cabeça de outros insetos com apenas um golpe, em seres humanos,  a mordida é capaz de causar uma reação muitíssimo dolorosa por vários dias. É considerada uma das maiores espécies de formiga que existe no mundo, podendo chegar até 3 cm.

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LOUVA-DEUS, o mais assustador: Acredito que todos os insetos morrem de medo das garras do louva-deus. Esses bichos são devoradores de outros insetos, e inclusive, existem registros destes insetos atacando pequenos beija-flores (uau!!!). São extremamente agressivos e as fêmeas são famosas por comerem a cabeça do macho depois da cópula. Lindos, amo!

——————-FONTE: STUDY OF THE INSECTS - BORROR&DELONGS———————

Categoria: Lista dos 5 MAIS...

Que bicho é esse?

25 fevereiro, 2010

Que inseto estranho é esse?
Foto de: Giseli Trento (Criciúma -  Santa Catarina)

Gi, isso é na verdade a larva de um besouro. O mais interessante e eu sei que será uma grande surpresa para muitos é que esta é a larva da “joaninha”. Isso mesmo! Poucas pessoas conhecem as larvas de joaninha, elas são muito pequenas, tal como os adultos e como são predadoras, estão sempre escondidas em busca de uma presa.

As joaninhas são coleópteros (Besouros) da família Coccinelidae e talvez seja um dos grupos de coleópteros mais simpáticos e interessantes. São conhecidos por apresentarem aquelas cores brilhantes e fortes, com ou sem manchas nas asas anteriores. O que muitas pessoas não sabem é que tantos os adultos quanto as larvas são, na maioria das vezes, predadoras e podem ser frequentemente vistas junto a colônias de pulgões, seu prato preferido.  Por causa disso, são muito importantes no controle de pragas na agricultura.

Esta larva enviada pela Gisele, em especial parece ser tratar de uma espécie do gênero Harmonia, aquelas joaninhas tradicionais (vermelha, ou laranja com bolinhas pretas, podendo variar muito o padrão das bolinhas). Essas, além dos pulgões também se alimentam de psilídeos (veja ESTE LINK, a própria Gisele havia enviado a foto de uma larva de psilídeo fotografada no mesmo local). As larvas são um pouco achatadas e alongadas, e são cobertas por espinhos e faixas de cores.

Vamos conhecer um pouco do ciclo de vida dessas fofurinhas:

Todos os adultos são sexualmente maduros e geralmente copulam próximo a uma grande fonte de alimento. Isso facilita o desenvolvimento das larvas.

Esses são os ovos amarelinhos de joaninha. É claro, nem preciso dizer que são minúsculos quase imperceptíveis.

Com um dia de vida, as larvas são muito pequenas e feiosas. Veja a comparação com a unha!

Nesta fase, a larva já apresenta faixas coloridas e muitos espinhos. Normalmente quando molestada ela se retrai como uma forma de defesa. As larvas de joaninha passam por 4 fases e normalmente esta já é a fase final!

Todos os besouros são holometábolos, ou seja, passam pela fase de ovo, larva, pupa, para só então se formar o adulto. Essa é a fase da pupa, na qual a larva passa por uma grande transformação (assim como a metamorfose das borboletas). Elas ficam assim por pelo menos 5 dias, sem mudanças perceptíveis por fora, mas uma intensa mudança por dentro.

Depois de 5 dias como pupa, a joaninha fofa deixa a casquinha e sai para a vida adulta.

A casquinha é deixada ali  mesmo e não é utilizada para mais nada!

O adulto começa sua nova fase em busca de alimento e de um par para recomeçar o ciclo reprodutivo.

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Categoria: Que bicho é esse?

Por que temos cinco dedos nos pés e nas mãos?

23 fevereiro, 2010

“Por que na evolução nos desenvolvemos 5 dedos? Não seria perfeitamente possível viver somente com 4 ou 3? Afinal, o dedinho do pé por exemplo (parece que) não serve pra nada… ”
Carol Hanada

Carol, essa é uma longa e complicada história e nada do que for dito aqui, pode realmente ser considerado como uma “Teoria da Evolução”. Alguns cientistas acreditam que há milhares e milhares de anos atrás, o primeiro vertebrado (antes aquático) que conseguiu respirar em terra firme tinha este padrão (5 dedos). Desde então, acredita-se que este se tornou o padrão original de todos os bichos com vértebras que colonizaram a terra firme, e são chamados de tetrápodes, inclusive os seres humanos.

O interessante é que nem sempre foi assim. Nosso possível ancestral (estou falando de pelo menos 360 milhões de anos atrás) não tinha cinco dígitos. O Ancanthostega, por exemplo, foi uma criatura desde tempo que possuía 8 dedos nas patas, no entanto, eram adaptadas para o ambiente aquático e se por acaso este animal fosse viver na terra, suas patas com 8 dedos jamais sustentariam o corpo pesado pois, elas só serviam mesmo para nadar.

Possivelmente, este padrão de 5 dedos só surgiu mesmo 10 milhões de anos depois (350 milhões de anos atrás), no começo do período carbonífero. Os estudos fósseis indicam que este padrão está diretamente associado a patas voltadas para frente, adaptadas a locomoção em terra firme e combinando flexibilidade com estabilidade. Outra razão para este padrão de 5 dígitos, pode ser por nossos ancestrais aquáticos terem perdido as membranas entre os dedos exatamente para viver em terra firme. Fora da água existe a necessidade de controlar cada dedo individualmente. Mas tudo isso, envolve muito estudo e especulação!

E não pense que nosso dedo “mindinho” do pé não serve para nada, na verdade ele faz parte de um processo evolutivo que determinou que seu tamanho quase insignificante fosse ideal para o equilíbrio no nosso corpo. Parece estranho dizer isso, mas se uma pessoa tiver o dedo mindinho amputado seu equilíbrio corporal pode sofrer sérios danos.

Agora, a presença de um dos nossos dedos terem se transformado no polegar, já é outra história que envolve também uma história de milhares de anos atrás envolvendo os primatas. Ou seja, os ancestrais dos macacos, e nossos ancestrais. Essa vale outro post!

:o Temos cinco dedos porque há 350 milhões de anos o primeiro tetrápode terrestre tinha 5 dedos!

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Tive o prazer de assistir um Seminário sobre Darwin oferecido pela UFRJ, onde por coincidência houve uma palestra exatamente com este tema: por que temos 5 dedos!   :lol:  Karlla Patrícia

FONTE

Categoria: Visitante Curioso

Como entender o exame parasitológico de fezes (EPF)

21 fevereiro, 2010

POR QUE? Quando o médico solicita o EPF (Exame Parasitólogico de Fezes), ele está interessado em pesquisar a presença de vermes parasitas no nosso organismo, principalmente crianças. É utilizado para identificação de diversas infestações parasitárias, ovos ou larvas de helmintos e de cistos de protozoários.Isso é importante, pois, em casos de contaminação grave, outros exames como o hemograma pode se alterar. Leia sobre o hemograma AQUI! Vamos descobrir tudo sobre o EPF.

COMO COLHER AS FEZES: Geralmente os laboratórios ou o médico fornecem o pote coletor de fezes. Colher o material sobre um papel ou plástico e transferir para o pote com aquela colherzinha que vem dentro do pote é a melhor forma. Se possível, é bom proteger bem o frasco com plástico e refrigerar. Em casos, o médico pode pedir três (03) amostras colhidas em dias diferentes, para isso o laboratório fornece um frasco com o MIF (Merthiolate-Iodo-Formol) na dosagem correta, que serve para coletar as amostras e acondiciona-las o tempo necessário. O uso de laxante não é recomendado, pois costuma dificultar o exame.

QUANTIDADE: Apenas o tamanho referente a meia colher de sopa é suficiente. Respeite o profissional do laboratório, não encha o frasco até a tampa. Isto é altamente deselegante. Se o exame der negativo, virá escrito: NEGATIVO, claro! Se o exame der positivo, virá escrito o nome do verme encontrado, geralmente, encontram-se ovos ou cistos que significa presença do verme. Alguns laboratórios preferem colocar o nome da verminose (giardíase, amebíase, por exemplo).

Abaixo seguem alguns vermes que podem aparecer no seu exame. Com as imagens que os profissionais de laboratório eventualmente vêem ao microscópio.

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Giardia lamblia - Giardíase: A infecção é por fezes e água, através da boca. Os sintomas mais comuns são diarréia, dor abdominal, perda de peso. Muito comum é crianças e pacientes com imunidade baixa.

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Entamoeba histolytica - Amebíase: A infecção é por água e alimento contaminados com fezes. Os sintomas mais comuns são diarréia leve e disenteria e abscesso amebiano. Pode ser assintomática em indivíduos ou populações.

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Ascaris lumbricoides - Ascaridíase (lombriga): A infecção é por contaminações fecais do solo (ovos) e vegetais contaminados. Os sintomas mais comuns são cólicas abdominais. Os vermes podem bloquear o intestino e ductos biliares e pancreáticos.

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Ancylostoma duodenale: A infecção é por contaminação fecal do solo (larvas), entrando pela pele geralmente dos pés e, possivelmente a boca. Causa dor abdominal, anemia, insuficiência cardíaca, sangramento intestinal, retardo do crescimento. Antigamente era conhecida como “amarelão”, devido a forte anemia que causa.

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Strongyloides stercoralis - Estrongiloidíase: A infecção é por contaminação fecal do solo (larvas), entrando pela pele geralmente pela pele, geralmente dos pés (larvas). Causa dor irradiada do estômago, diarréia, urticária linear. Os vermes podem bloquear o intestino e ductos biliares e pancreáticos.

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Trichuris trichiura: A infecção é por contaminação fecal do solo (ovos), entrando pela pele geralmente pela boca. Sintomas são diarréia, dor abdominal, anemia e perda de peso. Pode produzir disenteria, apendicite aguda ou prolapso retal em crianças.

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Enterobius vermicularis (Oxiúros): A infecção é através de ovos em fômites contaminados (ânus-dedo-boca), entrando pela boca. Os sintomas são pruridos perianais (coceira muito forte no anûs e proximidades). Quando a infestação é alta, podem-se observar a olho nú, os vermes na entrada do ânus.

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Hymenolepis nana: A infecção é por ovos contaminando o meio ambiente, entrando pela boca. Causa diarréia, desconforto abdominal em infestações massivas em crianças. Pode ser assintomático.

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Taenia saginata e Taenia solium (solitária) - Teníase: A infecção é através de carne de gado (saginata) e porco (soluim) crua ou inadequadamente cozida. Causa desconforto abdominal, apendicite aguda. Partes do verme (proglotes) podem ser expelidas nas fezes.

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Schistosoma mansoni - Esquistossomose: A infecção é através de água contaminada contendo larvas de hospedeiros caramujos. Causa disenteria, fibrose das paredes intestinal ou da bexiga, fibrose hepática, hematúria.

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ATENÇÃO: Toda a informação descrita neste post tem propósito apenas educacional e informativo. Estas informações não podem ser utilizadas para diagnóstico ou para tratamento de doenças ou problemas de saúde. Nestes casos, procure o seu médico. Não irei responder a perguntas sobre diagnóstico de doenças e tratamento, pois não tenho competência para tal.
Obrigada pela compreensão, Karlla Patrícia

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Categoria: Como decifrar exames?

Por que arrepiamos?

19 fevereiro, 2010

“Karlla, eu acho o Diário de Biologia um dos sites mais “gostosinhos” de ler. As respostas e perguntas que você mostra são muito interessantes. Não sou Biólogo, trabalho com informática, mas me identifico muito com seus textos. Tenho uma pergunta: Por que, para que a gente arrepia?
Marco Antônio, Analista de Sistemas

:lol: Boa pergunta, Marco! De onde vem o arrepio… A resposta é simples: Embora não tenhamos mais muito pêlos pelo corpo (como nossos ancestrais), nós ainda mantivemos o mesmo sistema neuronal que eriçava os pêlos dos nossos ancestrais para protegê-los do frio.

Os animais peludos (ou cheios de penas) eriçam essas estruturas como uma estratégia para aumentar o “colchão de ar” que recobre o corpo e assim, manter o seu calor. Como assim? Bem, o colchão de ar, é o espaço entre os pêlos eriçados e o corpo do animal. Quando os pêlos estão eriçados o calor produzido pelo corpo fica mais tempo retido e assim, é mais fácil para o animal peludo ficar mais quentinho.

Os pêlos são eriçados, graças a inervação de uma musculatura que envolve a base de cada pelinho. Quando o frio causa um estresse suficiente para que nosso sistema nervoso responda, esses músculos se contraem e então os pêlos ficam eriçados.

Mas e o arrepio, de onde vem? Na verdade, quando arrepiamos, estamos fazendo a mesma coisa que os animais quando eles eriçam os pêlos. O que acontece é que nossos pêlos são mais finos e curtos e com a contração dos músculos a base dos pêlos fica mais evidente, formando aquelas “pelotinhas na pele”.

E então pessoal, com a evolução nós seres humanos perdemos os pêlos fartos, mas continuamos com a capacidade de buscar diminuir a perda de calor eriçando os pelinhos curtos e finos que temos, por isso arrepiamos. Na falta de pêlos, é obvio: um agasalho ajuda muito!

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FONTE: MUNDO ESTRANHO, HOWSTUFFSWORKS

Categoria: Visitante Curioso

Por que os cachorros ficam grudados quando estão acasalando?

17 fevereiro, 2010

“Por que quando os cachorros estão cruzando às vezes eles ficam grudados pelo rabo?”
Ítalo

Itálo, o acasalamento dos cachorros é bastante estranha, não é? Este comportamento de ficar “grudados” dando impressão de dor e desconforto é uma das fases do acasalamento. Os cães possuem, obviamente, uma anatomia do pênis e da cérvix bem diferenciada de nós humanos. Vamos entender melhor como isso funciona.

Os cães machos possuem uma espécie de “bulbo” próximo a base dos testículos, chamado de “bulbus glandis“. Quando ocorre a ereção peniana, este bulbo é preenchido com sangue e isto fará com que ele aumente o seu volume. As cadelas possuem uma cérvix que é praticamente plana e possui uma “fossa”, na qual o “bulbo” peniano irá se encaixar. O processo de preenchimento sanguíneo do bulbo ocorre já no interior da vagina da cadela.

Uma vez com o bulbo inchado, é praticamente impossível que o pênis seja retirado da vagina. Parece ser uma situação desconfortável, mas tudo tem uma razão biológica de ser! Os cães machos possuem uma ejaculação por “gotejamento”, ou seja, eles liberam o esperma parceladamente, e podem demorar (dependendo da espécie) cerca de 30 minutos naquela posição estranha, conhecida como “grudar”, “colar” ou “engatar”. Esse grude na hora da cópula parece ser uma forma de minimizar as perdas de esperma e garantir a fecundação.

Na fase final da cópula, ocorre um movimento de rotação do macho sobre a fêmea, ficando juntos pela região caudal e virados para direções opostas, fase em que a ejaculação acontece.  Como o término o bulbo se retrai deixando os cães livres para se separar. E aí, é só aguardar a gravidez da cadela!

:o Os cães podem ficar grudados por mais de meia hora até que a cópula termine!

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Categoria: Visitante Curioso

Menina troca o tipo sanguíneo após transplante!

15 fevereiro, 2010

Até onde se imaginava é impossível que uma pessoa troque seu tipo sangúineo. Ou seja, uma vez O+ sempre O+ e isso vale para todos os outros tipos de sangue (A, B, AB, positivo ou negativo). Os tipos sanguíneos são determinados por uma substância chamada antígeno. Os antígenos têm uma propriedade especial: toda vez que ele é reconhecido pelo sistema imunológico como algo estranho.

O transplante de órgãos sempre foi, de certa forma, um mistério. Uma australiana de 9 anos de idade teve seu tipo sangüíneo alterado após um transplante de fígado. Demi-Lee Brennan estava muito doente, apresetando falência do fígado e por isso, a única saída para salvar sua vida era o transplante. Teoricamente, a compatibilidade sanguínea  é a mesma para doação de sangue. Assim, as pessoas com sangue do tipo O-, por exemplo, podem doar para todos os tipos.

Foi isso que aconteceu: Demi-Lee tinha sangue do tipo O+ e recebeu um fígado saudável do doador com o sangue do tipo O-. Nove meses depois, os médicos descobriram que ela tinha trocado de tipo sangüíneo, e seu sistema imunológico agora era igual ao do doador do fígado que ela recebeu. Ao que parece, segundo os especialistas, as células do doador migraram para a medula óssea de Demi, o que de alguma forma, alterou seu tipo sanguíneo.

Esta história foi cientificamente publicada no “The New England Journal of Medicine”, uma revista médico-científica e os médicos garantem que este é um caso inédito na literatura científica e poderá ajudar, no futuro, a combater a rejeição de órgãos transplantados.

Na prática, uma situação parecida, dificilmente seria realizada, pois não é possível que doadores e receptores tenham o sangue diferente. Mas o caso de Demi-Lee era tão grave que os médicos arriscaram um transplante com tipos sanguíneos diferentes (embora compatíveis para doação). Era isto, ou vê-la morrer em poucos dias.

:o  Demi-Lee, hoje está com quase 16 anos. É saudável e tem feito um trabalho intenso de conscientização quanto as doações de órgãos. Ela ainda visita os médicos que a transplantaram e tem colaborado com as pesquisas contra rejeição de órgãos!

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Aqui está um trecho do artigo médico-científico do “The New England Journal of Medicine” no qual é relatado o caso!

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Categoria: Histórias incríveis

Dentro do Corpo Humano - Sexta parte

13 fevereiro, 2010

GLÓBULO BRANCO: O glóbulo branco é também conhecido como leucócito e nesta imagem aparece rodeado por bactérias que podem causar furúnculos e até envenenamento. O sistema imunológico do organismo se cuidou para que este tipo de glóbulos brancos fossem encontrados em diferentes tecidos do organismo, e não apenas no sangue. Sua missão é destruir os agentes patógenos (causadores de doenças) como bactérias, e fazem isso “devorando-as” e digerindo-as com a ajuda de enzimas. Uhuuu!!!!

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UM MACRÓFAGO COMILÃO: Uma célula branca macrófaga está “engolindo” uma bactérias (em azul) nessa imagem. Uma vez que a célula tenha uma doença dentro de seu citoplasma (região celular situada entre a membrana plásmatica e o núcleo) ele a digerirá com ajuda de enzimas (proteínas). Os macrófagos costumam se acumular nas regiões onde está acontecendouma infecção bacteriana, em alguns casos as toxinas secretadas pelas bactérias matam os glóbulos brancos, ou eles devoram tantas bactérias que não resistem e explodem, nesses dois casos os macrófagos se dissolvem e formam o pus. Ecaaaa!!!!


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CRISTAIS DE ESTRÓGENO: As estruturas azuis da figura são cristais de estradiol, a mais potente dos seis hormônios produzidos naturalmente no organismo e que estimulam o desenvolvimento do sistema reprodutivo feminino e algumas características sexuais secundárias, como a formação dos pelos, por exemplo. O estradiol é secretado nos ovários e é o principal encarregado de controlar o ciclo menstrual.


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Categoria: Dentro do corpo humano

Para que serve a vesícula biliar e como se formam as pedras na vesícula?

11 fevereiro, 2010

“Meu pai foi internado às pressas com dores abdominais e os médicos descobriram pedras na vesícula. Ele teve de ser operado às pressas para retirada dessa vesícula que tava inflamada causando muita dor. E agora ele está sem vesícula. Para que serve a vesícula e por que as pessoas têm pedras? É alguma coisa que comeu?”
Marília S. Garcia - São Gonçalo/RJ

Muito bem Marília, vamos entender primeiro “o que é a Vesícula Biliar”. Assim tudo fica mais fácil. A vesícula é uma espécie de saco membranoso, que funciona como reservatório para a Bile no intervalo entre nossas refeições. A bile (ou bílis) é uma espécie de detergente natural do nosso corpo que o fígado produz para quebrar as moléculas de gordura e assim facilitar nossa digestão. Quando não estamos digerindo nada, o fígado se ocupa na produção desta substância que é levada para a nossa vesícula biliar através de ductos biliares.

A nossa vesícula, tem função apenas de armazenagem da bile. O fígado produz e vai “concentrando” na vesícula para o momento em que comermos algo, ela seja injetada no nosso intestino delgado para ajudar na digestão do alimento. Pois bem, essa bile possui principalmente bilirrubina (pigmento derivada da destruição dos glóbulos vermelhos do sangue efetuada no baço e que acaba indo para os canais biliares através da circulação), também temos os sais biliares (produzidos pelo fígado e ajudam na digestão) e ainda o colesterol que é eliminado pelo fígado através da produção de bile. Os cálculos biliares, ou as pedras na vesícula, são resultado de um desequilíbrio na precipitação e formação destes componentes.

Os cálculos (ou pedras) são chamados pelos médicos de “Litíase Biliar”. Elas são formadas principalmente por cálcio e colesterol e são realmente como pedrinhas que podem causar inflamação na vesícula, resultando dores muito fortes. Bom, o tratamento para esta “vesícula doente” habitualmente é cirúrgico. Ocorre a retirada da vesícula, e geralmente este procedimento não ocasiona nenhum problema ao paciente. No entanto, é recomendado que evite a ingestão de comidas gordurosas, pois a bile continua sendo produzida, porém o reservatório que a concentra foi retirado!

A vesícula é o reservatório da bile!

O tratamento mais comum para a litíase biliar é a intervenção cirurgica por laparoscopia!

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Categoria: Visitante Curioso

Que BICHO é esse?

9 fevereiro, 2010

“Oi Karlla! Estou enviando fotos que tirei de uma larva… Essa larva estava dentro de um machucado (!!!), e foi retirado como se fosse uma espinha . Estou horrorizada até agora, pois nunca tinha visto isso antes. Queria saber: que bicho é esse? O que isso iria virar se ainda tivesse dentro do ferimento??? Repare que tem um ferrãozinho na frente… a parte de trás é o que ficava aparente no machucado.”

Borboleta Marinha

Imagem enviada pela Borboleta Marinha.

Pois é Borboleta, realmente parece algo assustador!. “Isto” é  a fase larval de uma mosca da família Oestridae, chamada “Dermatobia hominis” (mosca do berne ou mosca varejeira). Antigamente era mais comum os casos de berne (dermatobiose) em humanos, felizmente hoje em dia, os casos parecem cada vez mais raros.

O grande problema é seu ciclo de vida. Para que se torne adulta é preciso que sua larva se alimente de tecido de animais de sangue quente (aves e mamíferos), isso inclui os seres humanos como um dos seus pratos preferidos. Assim que se torna adulta, seu principal objetivo é se reproduzir o quanto antes!

Mas como ele vai parar na pele das pessoas? Bem, assim que as fêmeas da “mosca do berne” tem seus ovinhos fecundados, sai em busca de uma tarefa difícil: elas procuram por outros artrópodes que se alimentam de sangue (carrapatos e mosquitos, por exemplo) para que funcionem como “carona” para seus ovos. Elas fazem a postura no corpo dos mosquitos e carrapatos para que no momento em que forem se alimentar do sangue dos animais, os ovos possam estar no local ideal para o desenvolvimento das larvas. É como se pegassem mesmo carona no corpo dos mosquitos, literalmente!

Uma vez na pele do animal (ou humano), os ovos eclodem e as larvas ficam livres. É claro que elas são muito pequenas e normalmente passam despercebidas. Através de uma ferida ou pelos folículos pilosos elas penetram e permanecem na camada subcutânea da pele. O corpo do indivíduo infectado reage à presença do parasita, aumentando a sua contagem de células brancas do sangue, e isso muitas vezes faz com que a ferida para secretar pus. Enquanto isso, a larva se alimenta constantemente, respirando pelo buraquinho formados pelas pústulas. Elas podem permacer ali de 5 a 10 semanas!

Assim que atingem seu útlimo estágio de desenvolvimento, elas precisam deixar o corpo do hospedeiro, pois seria muito estranho se saísse uma mosca de dentro na nossa pele, não é? Elas então, geralmente durante a noite para evitar desidratação, saem pelo orifício para caírem no solo onde formam uma pupa (tipo um casulo de borboleta) e somente em depois de cerca de um mês é que o adulto emerge e saem a procura do parceiro para começar tudo de novo.

É claro que este ciclo só se completa nos animais, pois é um processo muito dolorido para o hospedeiro e toda vez que uma pessoa é infectada, na primeira oportunidade dá um jeito de arrancar a larva da pele antes que ela cresça muito! Mas acredite: alguns pesquisadores já tentaram criar uma “larva-pet” em seus próprios corpos para estudarem este processo mais diretamente. Tem doido pra tudo!

Dermatobia hominis, essa não está muito bonita, pois é um exemplar de coleção… :(

Uhhh!!!! Retirando a larva da cabeça de alguém. :sick:

E aqui, inacreditávelmente, uma larva se desenvolvia no olho de um menino! :o

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FONTE1, FONTE2

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