Como interpretar um exame de URINA ROTINA (EAS)?

O famoso exame de urina, um dos procedimentos laboratoriais mais comuns, é empregado para avaliar e identificar problemas nos rins e no aparelho urinário. É claro que existem vários tipos, hoje vou explicar apenas o exame mais comumente realizado: Exame de Rotina da Urina, também conhecido como EAS (Elementos Anormais e Sedimento).

Sobre a coleta

É preciso que a urina seja colhida desprezando-se a parte inicial. Esse procedimento ajuda a eliminar resíduos e bactérias eventualmente presentes na urina, o que poderia dar um “falso-resultado” de infecção.

FASE 1: Análise Física

COR: Uma urina normal tem coloração amarela ou amarela clara, neste momento o laboratorista observa o aspecto (límpido ou turvo) e odores anormais, um cheiro fétido indica infecções.
* A presença de sangue na urina dá uma cor de laranja a vermelha, é um sinal de várias doenças dos rins e do trato urinário e merece muita atenção.
* Medicamentos podem conferir coloração verde, azul ou laranja escuro. É por isso que os laboratórios sempre perguntam se você está usando medicamento.
* Urina turva: pode ser por presença de bactérias, ou desacamações de células em excesso do trato urinário. Pode indicar infecção.

FASE 2:  Análise Bioquímica

Determina a presença ou ausência de algumas substâncias químicas na urina.

* pH: Avaliação de cristalúria e de distúrbios renais que causam incapacidade renal de secretar ou reabsorver ácidos ou bases. Valores altos podem indicar presença de cálculos renais, infecção das vias urinárias, especialmente por microrganismos que utilizam uréia. As drogas e medicamentos podem elevar o pH urinário. Valores baixos indicam perda de potássio, dieta rica em proteínas, infecção das vias urinárias por Escherichia coli, diarréias severas. O uso de anestésicos, assim como medicamentos podem diminuir o pH urinário.
* DENSIDADE: avalia a capacidade do rim de concentrar a urina. Densidade baixa indica uso excessivo de líquidos por via intravenosa, insuficiência renal crônica, hipotermia, aumento da pressão intracraniana, diabetes e hipertensão. Densidade alta mostra desidratação, diarréia, vômitos, febre, diabetes mellitus, glomerulonefrite, insuficiência cardíaca congestiva, etc.
* PROTEÍNA: Ausentes na urina normal. Presentes em diversas doenças renais e diabetes.
* GLICOSE: Ausente na urina normal. Presente em pacientes diabéticos e casos de glicosúria renal.
* CETONAS (Corpos Cetônicos): Presentes em pacientes diabéticos ou após jejum prolongado.
* HEMOGLOBINA (sangue): Ausente na urina normal. Presente nas hemorragias de qualquer causa que atingem o sistema urinário (Infecções urinárias, cálculo renal etc). É normal que a mulher menstruada apresente hemoglobina na urina por contaminação.
* BILIRRUBINA: É a substância resultante do metabolismo da hemoglobina e que dá à urina coloração muito amarela. Valores altos indicam doenças hepáticas e biliares, neoplasias hepáticas ou do trato biliar. Lembrando que os Bebês recém-nascidos possuem valores altos de bilirrubina.
*UROBILINOGÊNIO: Também é substância resultante do metabolismo da hemoglobina. Valores anormais indicam doenças no fígado, distúrbios hemolíticos ou porfirinúria.
* NITRITO: Ausente na urina normal. Sua presença indica presença de alguns tipos de bactérias na urina.

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Uma urina normal tem coloração amarela ou amarela clara, neste momento o laboratorista observa o aspecto (límpido ou turvo) e odores anormais, um cheiro fétido indica infecções.

 FASE 3:  Análise de sedimento

Nesta etapa o sedimento concentrado da urina é analisado no microscópio, à procura de elementos anormais. Urinas anormais podem conter os seguintes elementos:

* LEUCÓCITOS (glóbulos brancos): Indica processos inflamatórios e infecciosos do sistema urinário.
* HEMÁCIAS (glóbulos vermelhos): Sua presença pode ser percebida nas 3 fases da análise e indica lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas dos rins ou vias urinárias.
* CÉLULAS EPITELIAIS: Sua presença em quantidade elevada é anormal.
* CRISTAIS: Presença normal e tem ligação com a dieta do paciente. Cristais de oxalato de cálcio são normais no uso de algumas verduras na alimentação, mas valores muito altos podem indicar pedra nos rins.
* PARASITAS: Aparecem em casos como infecção por Cândida ou protozoários (Trichomonas vaginalis).
* ESPERMATOZÓIDES: No homem, é normal que apareçam por contaminação e nas mulheres que tiveram relação sexual recente. Geralmente, os laboratórios ignoram sua presença no exame.
* CILINDROS: Cilindros hialinos em pequena quantidade é normal, principalmente após o exercício físico.

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O famoso exame de urina, um dos procedimentos laboratoriais mais comuns, é empregado para avaliar e identificar problemas nos rins e no aparelho urinário.

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FONTE: DIAGNOSTICOSAMERICA.COM; URINALISE; WIKIPEDIA