O que acontece se cortarmos os bigodes do gato?

Existe uma famosa lenda urbana que diz que se cortamos o bigode do gato, ele ficará perdido e não encontrará o caminho de volta para casa. Isso é uma grande mentira!

Na verdade o bigode do gato (e de todos os felinos) chamados pelos especialistas de vibrissas, são pelos sensoriais de orientação, têm a capacidade de auxiliar no tato e também na movimentação do animal, alertando-o sobre eventuais perigos no caminho e sua perda poderia afetar apenas na hora de caçar ou fugir de um predador.

No escuro, aqueles longos bigodes conseguem perceber os perigos próximos que ele não enxerga. São como sofisticados instrumentos que ele usa nas suas caçadas noturnas, completando o sentido da visão. Alguns estímulos são mandados para o cérebro e produz os reflexos para a proteção. Os gatos geralmente possuem uma dúzia de bigodes, que se localizam em quatro fileiras sobre os lábios superiores, alguns nas bochechas, e outros fios sobre os olhos e o queixo. Os fios mais elevados têm uma movimentação independente, diferente dos inferiores, para a obtenção de medições ainda mais precisas.

Um gato doméstico bem cuidado pode tranquilamente sobreviver sem os fios, até porque ele cresce rapidamente. Assim como o cabelo dos seres humanos, o bigode do gato cresce, em média, mais de 1 cm por mês. Algumas raças de gatos criadas pelo homem em laboratórios, a partir de cruzamentos, não possuem pêlos pelos corpo e podem não apresentar os fios sensoriais, como é o caso do Sphynx, mas que podem viver normalmente. Já os tigres são os felinos que possuem os maiores bigodes e também os mais grossos.

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O bigode dos gatos é um mecanismo sensorial que também existe em outros animais, como os leões marinhos, as focas e as lontras.

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